Mutirão em Minas coleta DNA de familiares de desaparecidos

A partir desta segunda-feira (24) até a próxima sexta (28), familiares de pessoas desaparecidas têm a oportunidade de realizar a coleta gratuita de material genético em várias cidades de Minas Gerais. A atividade é parte da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, com o intuito de aumentar as chances de identificação por meio do cruzamento de perfis genéticos.
Juiz de Fora é um dos municípios contemplados com este mutirão, que também abrange cidades da Zona da Mata como Barbacena, Leopoldina, Manhuaçu, Muriaé, Ponte Nova, Ubá e Viçosa. A coleta de DNA pode ser feita mesmo se o desaparecimento aconteceu há anos ou em outro local, desde que exista um Boletim de Ocorrência (BO) registrado.
Locais e condições para a coleta
Em Juiz de Fora, o ponto de coleta está localizado na Rua Custódio Tristão, 76, no bairro Santa Terezinha. A prioridade do atendimento é destinada aos familiares biológicos de primeiro grau da pessoa desaparecida, preferencialmente os pais. Nessa situação, também são aceitos filhos biológicos, acompanhado pelo outro genitor, e irmãos com os mesmos pais da pessoa em questão.
Para coletar o material, o responsável deve portar um documento de identidade e informações sobre o BO de desaparecimento, incluindo o número e a delegacia responsável. É recomendável levar uma cópia do BO, embora não seja obrigatório.
Além de Juiz de Fora, outras cidades da Zona da Mata participam da mobilização. Em Barbacena, o ponto de coleta é na Praça Antônio Carlos, 8; em Leopoldina, atende na Rua Padre Júlio, 138; em Manhuaçu, na Rua Monsenhor Gonzales, s/nº; e em Muriaé, na Rua Coronel Izalino, s/nº. Ponte Nova, São João del-Rei, Ubá e Viçosa também têm locais destinados à coleta de DNA.
O processo de coleta é simples e indolor, realizado com um cotonete na parte interna da bochecha, não exigindo coleta de sangue. O material é inserido em bancos de dados de perfis genéticos para comparação com amostras de pessoas encontradas sem identificação, facilitando a identificação tanto de indivíduos falecidos quanto de aqueles que estão vivos, mas não conseguem se identificar.
É possível que a coleta seja significativa mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há muito tempo, e os perfis dos familiares permanecem disponíveis para comparações enquanto o caso não for resolvido. Além disso, familiares podem também levar objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético.
Essa mobilização visa assegurar que todas as possibilidades sejam exploradas na busca por desaparecidos, e aqueles que ainda não possuam um BO devem se direcionar a uma delegacia para formalizar o desaparecimento antes da coleta.
Com informações de Folha JF.



