CVM impõe multa de R$ 20 milhões a Vorcaro por fraude imobiliária

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, por unanimidade, multar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em R$ 20 milhões devido a fraudes no fundo imobiliário Brazil Realty. A decisão foi tomada em uma sessão realizada na terça-feira, 8, na sede da autarquia no Rio de Janeiro. Além de Vorcaro, o Banco Master também foi punido, devendo pagar R$ 12,5 milhões. No total, as multas impostas na investigação atingem R$ 201 milhões.
A atuação da CVM desencadeou a responsabilização de sete pessoas e nove empresas envolvidas nas operações fraudulentas. O processo analisou fraudes que incluíam a superavaliação de ativos e movimentações no mercado secundário, gerando um prejuízo de R$ 5,8 milhões a investidores, conforme relatório. Desde 2020, a CVM investiga as irregularidades no fundo imobiliário, que levantou R$ 139,1 milhões na terceira emissão de cotas, considerada controversa.
Detalhes da fraude e pena aplicada
A acusação determinou que a sobreavaliação de imóveis e ativos associados ao fundo contribuiu para a criação de liquidez artificial. Assim, no mercado secundário, fundos e empresas ligadas aos os acusados configuraram operações que, segundo o entendimento da CVM, culminaram na compra de cotas com valores exagerados. Entre as entidades condenadas estão a Viking Participações e a Entre Investimentos.
As defesas dos acusados contestaram as alegações, argumentando que não havia evidências concretas que vinculassem suas ações a condutas irregulares. Contudo, a CVM reafirmou que os documentos reunidos foram suficientes para qualificar as operações como fraudulentas e was capaz de aplicar severas penas.
Após a penalização, os condenados têm a opção de recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, sendo que o processo da CVM caminha em paralelo a investigações criminais que a Polícia Federal mantém em relação ao Banco Master e Daniel Vorcaro. Vorcaro enfrentou prisões anteriores conectadas a outras operações investigações do Banco Central e da Polícia Federal, mostrando um histórico de envolvimento em práticas questionáveis no mercado financeiro.
Com informações de Agência Brasil.

