Economia

Dólar fecha a R$ 5,08, menor valor do mês

No ambiente financeiro desta terça-feira, o dólar registrou uma expressiva queda, encerrando a sessão a R$ 5,089, marca que não era alcançada desde o início de agosto. Este recuo de 0,79% representa uma movimentação significativa em meio aos altos e baixos do mercado, influenciado por fatores internos e externos.

A desvalorização da moeda norte-americana ocorre em um cenário marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente relacionadas ao petróleo. Apesar das pressões externas, os ativos brasileiros demonstraram força, com o Ibovespa alcançando 187.366,84 pontos, alta de 1,2%, e registrando seu maior patamar desde maio.

Movimentação do mercado

Durante o pregão, o dólar oscilou entre R$ 5,0713 e R$ 5,1289. A queda consecutiva levou a uma redução de 7,28% no acumulado do ano e uma diminuição de 1,82% em setembro. Essa trajetória se reverte após uma leve alta de 2,16% em agosto, mostrando a instabilidade atual do mercado de câmbio.

Quanto ao Ibovespa, o índice superou seus recordes anteriores, movimentando R$ 29,76 bilhões. As ações da Petrobras se destacaram entre as mais negociadas, acompanhando o aumento do preço do petróleo, o que demonstrou um fluxo de capital estrangeiro positivo, somando R$ 3,9 bilhões nos primeiros dias de setembro.

A alta do petróleo se dá em meio a aumentos nas tensões no Oriente Médio, com ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O preço dos barris de petróleo do tipo Brent e WTI reagiu, subindo 0,9% e 1,7%, respectivamente. K o barril Brent foi cotado a US$ 97,92, enquanto o WTI encerrou em US$ 93,03. Esses aumentos acendem um alerta sobre os potenciais reflexos nos custos de combustíveis e suas implicações na inflação e na economia global.

Portanto, o dia nas praças financeiras foi de ajustes, com a queda do dólar refletindo uma resposta ao movimento positivo da bolsa, apesar do nervosismo internacional em relação ao petróleo e à inflação.


Com informações de Agência Brasil.

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