Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 17 de setembro de 2026

28ª Bienal do Livro de SP atrai 760 mil visitantes e gera polêmica

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
WhatsApp Facebook
Notícias
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorreu até o dia 13 de setembro, superou todas as expectativas, reunindo 760 mil visitantes em apenas dez dias. O evento, realizado no Distrito Anhembi, registrou o maior público da sua história, refletindo uma transformação significativa de uma feira de livros para um verdadeiro festival cultural.

Os dados são impressionantes: mais da metade dos participantes teve acesso gratuito, e as filas nos corredores eram comparáveis às de grandes shows. Jovens com sacolas de mangás e famílias inteiras formavam longas filas para autógrafos, enquanto a área do evento cresceu 28%, alcançando 87 mil m², com 269 expositores e cerca de 800 autores, a grande maioria deles brasileiros. A programação incluiu atividades noturnas voltadas para adultos e um sistema de cashback nos ingressos, criando uma atmosfera vibrante e inovadora.

Desafios e polêmicas no evento

No entanto, o crescimento trouxe desafios. Durante os dias de maior movimento, muitas visitantes reclamaram da escassez de banheiros femininos, um problema recorrente em eventos de grande porte. Além disso, uma polêmica envolvendo um homem mascarado, que interagia com mulheres em poses sugestivas no estande da editora Fruto Proibido, gerou debates nas redes sociais sobre os limites do marketing em um ambiente familiar. A editora afirmou que não contratou o personagem para performances oficiais, mas o incidente levantou questões sobre a promoção do gênero dark romance, que está em alta no Brasil.

Apesar dessas controvérsias, as editoras tiveram resultados expressivos. A Companhia das Letras, por exemplo, viu um aumento de 67% em seu faturamento, destacando-se com o thriller erótico “A estranha na cama”, de Raphael Montes, que liderou as vendas. A HarperCollins também teve um crescimento significativo, com resultados duas vezes e meia melhores que em 2024. O Grupo Editorial Record vendeu mais de 170 mil exemplares, um aumento de 76% em relação ao ano anterior.

Esses números demonstram que o Brasil está redescobrindo o prazer da leitura. O público que lotou a Bienal, incluindo a geração que muitos consideravam perdida para as telas, mostrou que a leitura continua viva, adaptando-se a novas realidades e formatos. O evento evidenciou que os livros podem ser um espaço de encontro e festa, e que o marketing deve ser equilibrado para não afastar os leitores.

Em suma, a 28ª Bienal do Livro de São Paulo não apenas bateu recordes, mas também provocou reflexões importantes sobre o cenário literário atual no Brasil. Que as próximas edições aprendam com as lições de infraestrutura e marketing, mas mantenham a energia e a paixão que tornaram este evento um marco cultural.


Com informações de Tribuna de Minas.

Mais de Zona da Mata

Enviar no WhatsApp