Envelhecimento urbano demanda atenção política urgentemente

A cidade enfrenta um rápido processo de envelhecimento, com mais de 100 mil pessoas com 60 anos ou mais. O envelhecimento populacional é uma realidade que não pode mais ser ignorada, apesar da narrativa antiga de que o Brasil é um país jovem. A transformação demográfica exige que os representantes políticos reajam de acordo com as novas necessidades;
Atualmente, uma intrigante contradição é observada: muitos dos que ocupam cargos políticos são idosos, mas evitam se identificar como tal, como se isso fosse algo negativo. Assim, a discussão política continua focada em soluções para a juventude, ignorando as demandas de uma população que cresce a cada dia.
O que a política pode fazer pela longevidade?
Em vez de apenas debater estratégias para cuidar dos idosos, é fundamental que as políticas urbanas se concentrem em como criar ambientes adequados para a longevidade. As eleições marcadas para o dia 4 de outubro oferecem uma chance importante de questionar candidatos e candidatas sobre suas propostas voltadas para este segmento da população. Qual é a visão deles para garantir uma cidade que seja inclusiva e acolhedora para os mais velhos?
Fazer referência aos idosos em campanhas publicitárias através de imagens e mensagens afetuosas não é suficiente. É necessário que as pessoas idosas sejam incorporadas em decisões políticas cercadas de responsabilidade, impactando o orçamento e o planejamento social. Os eleitores devem exigir respostas concretas sobre como os candidatos pretendem promover a qualidade de vida dessa parcela da população;
Além da construção de hospitais e escolas, é essencial discutir Os projetos que refinam a experiência de envelhecer na cidade. Como os espaços públicos e serviços estarão preparados para atender a uma sociedade em que viver muito será cada vez mais comum? Para ser eficaz, a administração pública precisa enxergar a longevidade não como um desafio, mas como uma conquista que precisa ser celebrada e bem gerenciada.
A transformação das cidades e da sociedade demanda ajustes nas práticas de governança. As administrações devem adotar uma abordagem mais sensível e inteligente, promovendo um tratamento humano que reconheça as necessidades das pessoas. Assim, se coloca em pauta uma questão crucial: qual é o papel da política em um contexto de crescente envelhecimento populacional?
Com informações de Tribuna de Minas.
