Economia

Ibovespa avança 1,3% e atinge maior patamar em 4 meses

A bolsa de valores brasileira fechou em alta de 1,3% nesta terça-feira (1º), alcançando 179.722,48 pontos, o maior nível em quase quatro meses. Essa valorização foi impulsionada pela forte alta no preço do petróleo no mercado internacional, que ajuda a atrair investidores, mesmo em meio a um cenário de turbulências globais.

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,153, uma queda de 0,54%. Com isso, a moeda americana acumula um recuo de 6,12% em 2023. As oscilações no câmbio foram influenciadas pela publicação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que mostrou um crescimento moderado de 0,5% no segundo trimestre, em comparação ao anterior.

Petrobras impulsiona o mercado

As ações da Petrobras foram destaque no Ibovespa, uma vez que contribuíram significativamente para o avanço do índice. Os papéis preferenciais da empresa subiram 4,11%, enquanto as ações ordinárias valorizam-se em 4,14%. A forte alta nos preços do petróleo devido às tensões envolvendo Estados Unidos e Irã beneficiou ainda mais os ativos da companhia.

A Petrobras também anunciou um aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação, refletindo a pressão dos custos no setor. Além disso, os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicaram que a produção brasileira de petróleo atingiu um recorde de 4,5 milhões de barris por dia em julho, o que contribui para a valorização dos papéis da empresa.

Enquanto isso, o cenário em Wall Street foi diferente, com o índice S&P 500 fechando o dia em queda de 0,71%. Isso reflete o sentimento negativo que afeta os mercados americanos, que se contrasta com o desempenho positivo do mercado brasileiro. A tensão no Oriente Médio, com ataques recentes dos Estados Unidos ao Irã, também elevou as preocupações sobre a oferta de petróleo, levando a uma alta significativa nos preços das commodities.

Os investidores seguem atentos às possíveis mudanças na política monetária, especialmente com as expectativas de cortes na taxa Selic, COM o Banco Central podendo reagir ao crescimento mais lento da economia. Com um fluxo negativo no capital estrangeiro, que registrou uma saída líquida de R$ 130 milhões na última sessão de agosto, os próximos dias devem ser de expectativa cautelosa para o mercado financeiro brasileiro.


Com informações de Agência Brasil.

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