Vice de Flávio Bolsonaro oferece DNA à PGR em contestação a acusação

No dia seguinte à escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) oferecendo seu material genético para exame de DNA. A medida busca reafirmar a inocência de Gaspar, acusado de suposto estupro de vulnerável.
A campanha de Flávio organizou uma coletiva de imprensa para esclarecer a situação e demonstrar a confiança na inocência de Gaspar, que foi alvo da acusação em março, durante sua atuação como relator da CPI do INSS. Naquele contexto, Gaspar havia solicitado o indiciamento de várias pessoas, incluindo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou polêmica e interrupção nas sessões.
Defesa e contestação das acusações
Desde que as denúncias surgiram, Gaspar defendeu-se argumentando que as situações mencionadas pelas parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) referem-se a seu primo e não a ele. Ele sustentou que não houve estupro e, em resposta, apresentou queixas-crimes contra os autores das acusações.
Na representação, os advogados da campanha de Flávio alegaram que as acusações carecem de fundamentos concretos e foram baseadas em informações duvidosas. Além disso, ressaltaram que a PGR não viu motivos suficientes para instaurar um inquérito criminal contra Gaspar, o que demonstra a fragilidade das alegações.
Os advogados enfatizaram que a oferta do exame de DNA é uma forma de limpar a imagem do deputado, já que, segundo eles, essa ação poderá comprovar que Gaspar não é pai de nenhuma criança relacionada ao caso. Gaspar manifestou sua disposição em colaborar na coleta do material genético, afirmando que é urgente que a verdade seja revelada.
Enquanto a campanha de Flávio se prepara para lidar com o caso, alguns membros do PL expressaram preocupação em evitar que a situação impactasse negativamente a candidatura. A denúncia, considerada como uma estratégia de ataque por parte da oposição, levantou um debate sobre a utilização de investigações criminais em disputas políticas.
Os parlamentares que formularam a acusação sustentam que episódios do passado envolvendo uma adolescente de 13 anos vão além das meras alegações, apressando a necessidade de uma investigação séria e a verificação de documentos relacionados ao caso. Eles também registraram que seria fundamental investigar pagamentos ocorridos entre intermediadores de Gaspar e a suposta vítima, num montante que chega a R$ 470 mil.
Com informações de Tribuna de Minas.



