Zona da Mata

Transporte Coletivo de Juiz de Fora Completa 10 Anos de Concessão

A concessão do transporte coletivo em Juiz de Fora chega aos 10 anos sem que uma nova licitação tenha sido realizada. Neste início de setembro, o contrato atual, que foi firmado em 2016, completou seu prazo inicial. Embora a contratação possa ser prorrogada por mais dez anos, a população aguarda ansiosamente pela modernização do sistema de transporte, anunciada pela Prefeitura há meses.

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) foi questionada sobre o futuro do transporte público, que afeta diretamente milhares de usuários da cidade. Em resposta, a PJF declarou que está revisando o edital conforme a exigência do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). A administração municipal assegurou que não há risco de interrupção nos serviços de transporte coletivo.

Suspensão da Licitação e Desafios Futuro

O novo edital, que está sob revisão, ainda não possui prazo definido para lançamento, nem informações sobre o tempo de prorrogação da concessão existente. A Concorrência 29/2025 foi suspensa em março devido a identificações de inconsistências por parte do TCE-MG, logo depois de a PJF apresentar as propostas empresariais. Apenas a Auto Nossa Senhora Aparecida Ltda (Ansal) foi classificada entre as concorrentes.

No decorrer da concessão atual, o Consórcio Via JF, formatado por Ansal e Viação São Francisco, incorporou várias rotas do Consórcio Manchester após enfrentar sérios problemas relacionados à segurança nas operações. Assim, a administração municipal busca resolver questões de segurança e aumentar a quantidade de ônibus em circulação, visando a redução dos tempos de espera e melhoria no atendimento aos usuários.

A nova proposta divulgada pela PJF tem um custo mensal estimado de R$ 40,8 milhões e incluiria uma nova estrutura de ônibus com 254 linhas e 654 veículos, além de 16 linhas expressas com trajetos diretos ao Centro e 72 pontos de integração com os bairros, visando tornar o transporte mais eficiente.

Entretanto, o TCE mostrou preocupação com a falta de um estudo financeiro robusto, essencial para garantir a viabilidade econômica do contrato, que foi cotado em R$ 7,3 bilhões para 15 anos. A entidade enfatizou a necessidade de uma análise mais profunda, já que a margem exigida para participação na licitação era considerada baixa, representando apenas 0,5% do valor inicial fixado.


Com informações de Tribuna de Minas.

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