Zona da Mata

Juiz-forana de 16 anos brilha em expedição ao Polo Norte

A juiz-forana Júlia Passarini, de apenas 16 anos, teve a oportunidade de participar de uma expedição científica ao Polo Norte após se destacar na etapa brasileira do concurso internacional “Quebra-Gelo do Conhecimento”. Este evento, promovido pela empresa estatal russa de energia nuclear Rosatom, reuniu jovens de 22 diferentes países a bordo do navio quebra-gelo nuclear 50 Let Pobedy.

Durante dez dias, Júlia participou de atividades de aprendizado sobre tecnologia nuclear, além de aulas, palestras e workshops com especialistas da área. A estudante, que já tinha um leque de interesse por ciências exatas, explicou à nossa equipe que começou a jornada com poucas expectativas: “Entrei nessa competição mais pela diversão e curiosidade, já que a energia nuclear era um tema novo para mim”, disse.

Desafio e superação na seleção

O concurso para a expedição consisted em três etapas desafiadoras. Apesar de um início não muito promissor na primeira fase, que incluía um quiz científico, Júlia se empenhou nos estudos relacionados ao Ártico e à energia nuclear. Na fase final, sua tarefa era produzir um vídeo sobre o impacto das tecnologias nucleares no mundo, algo que a inspirou a pesquisar além da produção de energia.

Após muito esforço, Júlia ficou entre os dez finalistas do Brasil. Quando recebeu o e-mail informando sua seleção, não acreditou de imediato: “Achei que fosse um obrigado pela participação até verificar meu nome entre os escolhidos”, comentou, ao lembrar do momento em que soube que poderia levar sua mãe como acompanhante.

A rotina na embarcação era intensa, com exercícios físicos ao ar livre pela manhã, seguidos de aulas e workshops ao longo do dia. À noite, o clima descontraído predominava entre os participantes, com atividades de musicalidade e dança. “Foi uma experiência incrível interagir com jovens de diversas culturas. Aprender sobre as diferentes religiões e costumes foi muito enriquecedor”, contou.

Em seu último dia a bordo, um momento emocionante ficou marcado na sua memória: uma roda de reflexões que deixou todos os participantes abalados, ao vivenciarem a tristeza pela despedida após dez dias de intensa convivência.

Além dessa experiência, Júlia já acumula outras conquistas excepcionais em sua trajetória acadêmica. Ela conquistrou medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática e representou o Brasil na Pan-American Girl's Mathematical Olympiad, onde se destacou pela competência, garantindo assim ainda mais reconhecimento em sua área de interesse.


Com informações de Tribuna de Minas.

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