Documentário revela a luta de Preta Gil contra o câncer

O documentário inédito “Preta – Eu não ando só” estreia nesta segunda-feira (20) na TV Globo, com registros íntimos da cantora durante seu tratamento contra o câncer de intestino. A produção, que vai ao ar após a novela “Quem ama cuida”, é uma homenagem à artista, que faleceu em 20 de julho de 2025, em Nova York, aos 50 anos.
Com cerca de 1h40 de duração, o filme reúne vídeos feitos pela própria Preta e por pessoas próximas ao longo de aproximadamente dois anos e meio de tratamento. As gravações são intercaladas com depoimentos de familiares e amigos, que compartilham suas lembranças sobre a artista. Um dos momentos emocionantes retratados é uma visita da cantora ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo, onde acende uma vela, refletindo sua busca por significado e esperança mesmo em tempos difíceis.
Memórias e reflexões sobre a vida de Preta Gil
A decisão de documentar sua rotina foi uma escolha consciente de Preta, que, desde o estágio inicial de sua doença, pediu para que as pessoas ao seu redor registrassem os momentos vividos. Em 2023, ela confiou à diretora Mônica Almeida a transformação desse material, independentemente do desfecho de seu tratamento. Isso foi reforçado por um audio gravado por Preta que, embora não esteja no filme, reflete seu desejo de eternizar sua história.
“Preta – Eu não ando só” mistura depoimentos de nomes como Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo e Luciano Huck, enriquecendo sua narrativa com diferentes perspectivas sobre a vida e o caráter da artista. A diretora Sandra Kogut explicou que o material recebeu pouca edição, preservando a qualidade humana das imagens, carregadas de afeto e memória.
Através das gravações e relatos, o documentário expõe não apenas os desafios físicos enfrentados por Preta, mas também sua força e determinação, uma característica destacada por amigos como Malu Barbosa e Marcello Azevedo. Eles e outros integrantes de seu círculo próximo, conhecido como Diamond’s Family, se revezavam para proporcionar apoio e alegria à cantora durante o tratamento.
Além de sua batalha contra a doença, o filme revela aspectos da singular identidade de Preta Gil, uma artista multifacetada e plural, conforme destacado por seus familiares. O legado de Preta se entrelaça com o tropicalismo, onde sua presença vibrante e autêntica se faz eterna na memória dos que a conheceram.
Com informações de Tribuna de Minas.


