PIB brasileiro cresce 0,7% em maio com consumo das famílias

A economia do Brasil apresentou um crescimento de 0,7% na comparação entre abril e maio, conforme os dados divulgados pelo Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (20). Para o trimestre móvel que se encerrou em maio, a alta foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Nas doze últimas meses, a variação acumulada também alcançou 1,7%. Este crescimento vem após uma leve queda em abril, quando a economia recuou 0,1%.
Desempenho do consumo das famílias
Os detalhes do estudo indicam que o consumo das famílias foi um dos principais motores desse crescimento, com uma alta de 3,3% no trimestre até maio, o mais elevado desde o final de 2024, quando o consumo cresceu 4%. Juliana Trece, economista da FGV e coordenadora da pesquisa, reforçou que a recuperação na economia está predominantemente atrelada ao aumento do consumo doméstico, embora identifique algumas fragilidades no desempenho geral do PIB.
Treze destacou que, enquanto o consumo das famílias se mostrou robusto, as exportações e investimentos enfrentaram retrações. Isso sugere uma dependência crescente da economia em relação ao consumo interno, já que exportações cresceram apenas 4,3%, o menor aumento desde 2025. As importações, por sua vez, cresceram 8,9%, mantendo uma tendência de alta.
Além disso, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede a capacidade de investimento em bens duráveis como máquinas e equipamentos, registrou um crescimento de 2%, sinalizando um retorno gradual dos investimentos após quatro trimestres de queda. A taxa de investimento em maio foi perto de 18,6%, a segunda maior do ano até então.
Em termos financeiros, o PIB acumulado até maio foi estimado em R$ 5,466 trilhões. Para um contexto mais amplo, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também novo termômetro da economia, indicou um crescimento de 0,1% de abril para maio, bem como uma expansão de 1,4% nos últimos 12 meses.
Com a persistência de um cenário de incertezas, as previsões econômicas para 2026 apontam uma alta de cerca de 1,99% segundo o relatório Focus do Banco Central, ligeiramente abaixo da expectativa do Ministério da Fazenda, que indica uma variação de 2,3%.
Com informações de Agência Brasil.
