Justiça determina perícia na Fripai por mau cheiro em Juiz de Fora

A Justiça de Minas Gerais autorizou a realização de uma perícia ambiental na Fripai Alimentos devido a relatos de mau cheiro que afetaram os moradores na região Sudeste de Juiz de Fora no final do ano passado. O pedido para a análise foi parte de uma ação popular que busca esclarecer as causas do odor, além de verificar a responsabilidade da empresa e da Prefeitura sobre o ocorrido.
A decisão foi tomada no sábado (18) pela juíza Roberta Araújo de Carvalho Maciel, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal. Ela também solicitou que a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) apresente um histórico ambiental da Fripai nos últimos cinco anos no prazo de 15 dias, incluindo informações sobre infrações e fiscalizações que tenham sido feitas.
Responsabilidade e fiscalização
A juíza rejeitou argumentação da Prefeitura que indicava que a fiscalização da Fripai seria exclusivamente uma tarefa do estado, decidindo que o município também possui obrigações neste controle. Com isso, a Prefeitura permanece como parte ré na investigação, desconsiderando o pedido de exclusão da ação.
O advogado responsável pela ação popular, Jonas Nunes, expressou que a decisão representa um avanço significativo para esclarecer os fatos. Segundo ele, a perícia ambiental será uma prova crucial e permitirá uma análise detalhada dos eventos que resultaram no mau cheiro, oferecendo uma avaliação imparcial sobre as responsabilidades de cada parte envolvida.
A Fripai, por sua vez, declarou que o mau cheiro foi um incidente temporário durando “menos de uma semana”, causado por uma troca de equipamentos na sua Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). Eles afirmam que a situação foi rapidamente resolve e negam qualquer dano ambiental significativo, assegurando que a empresa possui todas as licenças legais necessárias.
No final de 2022, moradores da Vila Ideal e Vila Olavo Costa relataram o forte mau cheiro, descrito de maneira semelhante a “carne queimada e podre”, atribuindo o incômodo à atividade da Fripai. Isso gerou reações nas redes sociais e a manifestação da advocacia local, resultando na atual ação em tramitação na Justiça.
Com informações de Tribuna de Minas.


