Zona da Mata

Vereador de Leopoldina é denunciado após manifestação sobre violência

Em Leopoldina, o vereador Oldemar Montenari, do PT, se tornou alvo de uma denúncia por suposta quebra de decoro parlamentar. O caso surgiu após suas declarações sobre um incidente de violência contra mulheres, ocorrido em 23 de julho, que foi registrado em vídeo no Clube Moinho.

A denúncia foi feita por um servidor da Prefeitura que se sentiu exposto quando o vereador atribuiu a ele a responsabilidade por uma agressão. O denunciante questionou as falas de Oldemar, afirmando que ainda não havia um esclarecimento oficial das autoridades sobre os fatos.

Análise da Câmara Municipal

Após mais de uma semana do protocolo, a Mesa Diretora da Câmara afastou a denúncia, decidindo arquivar o caso. Os integrantes alegaram que as manifestações de Oldemar eram parte de sua atuação parlamentar e abarcavam um assunto de interesse público. Oldemar, que é vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, utilizou as redes sociais para se manifestar, afirmando que não tolera agressões de qualquer tipo contra as mulheres.

No vídeo que originou a polêmica, três mulheres são vistas em uma discussão com um homem, levando a agressões físicas. O servidor mencionado no vídeo, também servidor público comissionado da municipalidade, foi identificado por Oldemar como o agressor no contexto das imagens. O vereador expressou sua intenção de cobrar providências e necessidades de esclarecimentos sobre o assunto com a Câmara e o Poder Executivo.

A representação do servidor enfatizou que ele não contesta a prioridade das políticas de proteção às mulheres, mas criticou a forma como Oldemar se manifestou, indicando um comportamento potencialmente criminoso e questionando: “Um vereador pode apresentar como fato consumado uma conduta ainda em debate?”

O caso já está na fase processual, conforme a Polícia Civil, que afirmou que as informações foram enviadas ao Poder Judiciário através do Juizado Especial Criminal. Uma ocorrência de agressão, registrada pela Polícia Militar, foi encaminhada diretamente, pois a legislação permite que um termo circunstanciado seja elaborado pelo próprio órgão de segurança em situações como a da briga.


Com informações de Tribuna de Minas.

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