Juiz de Fora

Juiz de Fora mantém 47 ruas fechadas 6 meses após tragédia

Seis meses depois da tragédia climática que afetou Juiz de Fora, a cidade ainda enfrenta a interdição de 47 ruas. A informação foi divulgada pela prefeita Margarida Salomão (PT) em uma coletiva de imprensa, na qual avaliou a situação atual após o desastre. Apesar de as dificuldades ainda persistirem, Margarida afirmou que a cidade conseguiu recuperar sua funcionalidade em grande parte.

A prefeita fez um comparativo entre a situação atual e a do início da tragédia, quando 685 ruas estavam fechadas e aproximadamente 50% da frota do transporte coletivo estava parada. “Estamos em um ponto bem diferente agora, apesar de algumas ruas ainda exigirem atenção e demolição de imóveis sucessivamente afetados pelas chuvas”, destacou ela.

Problemas e avanços na recuperação

Margarida Salomão também reconheceu que problemas de mobilidade ainda afetam áreas da cidade, em especial regiões como Gentil Forn e a Avenida Olavo Bilac, conhecidas como Curva da Miséria. Ela afirmou que essas limitações são focos de crise que ainda exigem intervenções, mesmo com a cidade recuperando seu funcionamento normal. “Esses pontos ainda comprometem seriamente a mobilidade”, admitiu.

Outro assunto tratado na coletiva foi a questão das famílias afetadas pelas chuvas e que estão sendo atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida – Compra Assistida. Margarida informou que cerca de 30% das famílias habilitadas já podem assinar contratos para adquirir novas casas, um avanço considerando o tempo passado desde a tragédia. Ela, no entanto, reconheceu que ainda há muito a ser feito.

Durante a coletiva, a prefeita explicou também a decisão de prorrogar o decreto de calamidade pública. Apesar da normalização, os efeitos da tragédia continuam a impactar a cidade. Clamando para que as obras no Morro do Cristo avancem, a prefeita está otimista com a previsão de que o processo de contratação de obras comece em setembro. O estado de calamidade, segundo Margarida, permite agilidade nos processos administrativos, com a redução dos prazos para licitação.

Embora a cidade tenha dado passos importantes na recuperação, Margarida enfatizou que ainda há famílias sem moradia fixa e regiões afetadas. “Estamos avançando bastante, mas ainda lidamos com as consequências das chuvas de fevereiro”, concluiu a prefeita. O trabalho de recuperação ainda exige envolvimento e atenção contínua.


Com informações de Folha JF.

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