Juiz de Fora

Candidato Hertz Dias apresenta propostas em Juiz de Fora

Hertz Dias, que concorre à Presidência pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), visitou Juiz de Fora na última semana como parte de sua campanha eleitoral. Natural de São José de Ribamar, no Maranhão, Hertz é professor de história, mestre em Educação e conhecido por atuar em movimentos sociais e no meio artístico como rapper.

Em entrevista ao Folha JF, o candidato compartilhou suas propostas para não apenas o município, mas também para o Brasil, caso seja eleito. Uma de suas preocupações é a questão climática e as consequências das tragédias ambientais, traçando uma ligação entre os desafios enfrentados pela cidade e o colapso causado pelo capitalismo.

Propostas para Juiz de Fora e o Brasil

Segundo Hertz, é fundamental que os governos em todas as esferas – federal, estadual e municipal – assumam a responsabilidade pela adaptação às mudanças climáticas. Ele defende a revogação do arcabouço fiscal, que, segundo ele, limita o investimento em serviços públicos essenciais e em medidas preventivas contra desastres ambientais. O candidato acredita na necessidade de uma nova legislação focada em responsabilidade social.

Outra proposta que ênfase é a estatização de empresas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional, como a Vale e a Petrobras. Hertz critica a privatização que, segundo ele, tem levado à degradação ambiental e social. Ele aponta que a falta de moradia digna é um reflexo dessa situação, com milhões de imóveis vagos e famílias vivendo em condição de vulnerabilidade.

Em relação ao transporte coletivo, Hertz defende a tarifação zero e a estatização do setor. Ele argumenta que o investimento pesado em opções de transporte público, como metrôs e trens, é urgente. Para ele, transformar serviços públicos em mercadorias prejudica a qualidade de vida da população e favorece a dependência do transporte individual.

Por fim, Hertz comentou sobre a crescente preocupação com a violência no Brasil. Ele critica abordagens simplistas que focam em aumentar a construção de presídios e destaca a importância de investir em educação e saúde como formas de combater a crime organizado. Para ele, muitos dos problemas sociais estão conectados à falta de oportunidades e à desigualdade, que perpetuam um ciclo de pobreza e exclusão social.


Com informações de Folha JF.

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