Adolescente agredido em Muriaé; quatro suspeitos detidos

Um adolescente de 17 anos foi agredido por um grupo de quatro pessoas na saída da Escola Estadual Dr. Olavo Tostes, em Muriaé, cidade localizada a cerca de 160 quilômetros de Juiz de Fora. O ataque ocorreu por volta das 22h da última quinta-feira (5) e foi registrado por câmeras de segurança.
Conforme informações da Polícia Militar, três dos envolvidos nas agressões são internos de uma unidade socioeducativa da região. A ação teria sido motivada pelo compartilhamento indevido de imagens e outros conteúdos íntimos de estudantes, gerando um episódio de extrema violência.
Agressão e Consequências
A vítima estava saindo da escola acompanhada de dois amigos quando foi cercada por três adolescentes e um jovem adulto de 18 anos. Os agressores começaram a socar e chutar o jovem, seguindo com as agressões mesmo após ele cair no chão. Durante a ação, os amigos tentaram gravar o ataque, mas foram impedidos pelos suspeitos, que os ameaçaram de morte e os obrigaram a apagar as imagens.
Após o ataque, os adolescentes retornaram à escola em busca de ajuda, momento em que a direção acionou a Polícia Militar. O adolescente agredido foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber os devidos cuidados médicos. A ocorrência foi formalmente registrada, e o caso será enviado ao Conselho Tutelar para as devidas providências.
Assim que o crime foi reportado, a Polícia Militar localizou os quatro suspeitos e os levou à delegacia com um responsável institucional. O jovem de 18 anos, acusado de lesão corporal e ameaças, foi preso em flagrante, enquanto os três adolescentes foram apreendidos por atos infracionais semelhantes. Eles foram posteriormente devolvidos à unidade socioeducativa.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) anunciou que medidas disciplinares foram aplicadas aos envolvidos, após serem levados ao hospital. A Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Muriaé informou que está acompanhando a situação e fornecerá o suporte necessário, além de contar com o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE) que vai oferecer apoio psicológico e social aos estudantes afetados.
Com informações de Tribuna de Minas.

