Zona da Mata

Novo curso em Juiz de Fora visa aumentar número de terapeutas ocupacionais

A escassez de terapeutas ocupacionais tem se tornado um problema crescente em Juiz de Fora, Minas Gerais. Essa falta de profissionais especializados tem gerado dificuldades para pacientes e famílias que buscam reabilitação. A cidade, reconhecida por seus serviços de saúde, enfrenta uma demanda alta não só pela população local, mas também por pessoas de várias partes da Zona da Mata que precisam de atendimento na área de saúde.

A busca por terapeutas ocupacionais se intensifica em instituições como hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de outros serviços especializados. No panorama nacional, o aumento do envelhecimento da população e a percepção ampliada de diagnósticos de transtornos têm gerado uma pressão ainda maior por esses profissionais.

UniAcademia lança graduação em Terapia Ocupacional

Diante dessa realidade, a instituição UniAcademia decidiu abrir um curso de graduação presencial em Terapia Ocupacional, com o objetivo de formar profissionais capacitados para atender as necessidades crescentes da saúde. A coordenadora do curso, Paula Abreu, enfatiza que a formação vai além do suporte técnico — busca-se também cultivar uma postura sensível às demandas dos pacientes e uma visão que favoreça o trabalho em equipe interdisciplinar.

O curso propõe uma concepção de autonomia que não é apenas um fim, mas um processo que deve ser desenvolvido mesmo quando existem limitações. Isso é especialmente relevante no caso de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), onde um atendimento individualizado pode promover tanto o desenvolvimento de habilidades quanto a integração na sociedade.

De acordo com Giovânio Aguiar, reitor do UniAcademia, a falta de terapeutas ocupacionais pode ter um impacto que se estende para além da saúde, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas. A esperança é que a criação do curso de Terapia Ocupacional melhore rapidamente a atuação na área e ajude a solidificar Juiz de Fora como um polo em saúde abrangente.

A matriz curricular do novo curso inclui práticas desde o início da formação, permitindo que os alunos convivam com diferentes realidades sociais e serviços de saúde. Além disso, será privilegiado o uso de atividades terapêuticas, como artes e música, nessa formação prática e criativa. O currículo também adaptou-se às novas exigências do setor, incorporando tópicos como Tecnologia Assistiva e Terapia Ocupacional Digital para preparar os estudantes para um campo em constante mudança.

O enfoque no aprendizado ativo é um diferencial do curso, promovendo a participação dos alunos em projetos de extensão e estágios pelos diversos serviços de saúde e assistência social. Essa abordagem prática é fundamental para formar terapeutas ocupacionais que possam responder efetivamente às necessidades da comunidade.


Com informações de Tribuna de Minas.

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