Homem é agredido em Juiz de Fora após acusação de furto

Na noite da última sexta-feira, um homem de 30 anos foi agredido no Centro de Juiz de Fora, em Minas Gerais, após ser acusado de furtar um pacote de biscoitos em uma loja de doces localizada na Avenida Getúlio Vargas. O ocorrido se deu na Point da Doçura, onde o homem, que já tinha a nota fiscal do produto, entrou portando o pacote e foi até o fundo da loja adquirir um suco.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, ao deixar o estabelecimento, o homem foi abordado pelo proprietário de 70 anos, que questionou sobre o pagamento dos biscoitos. Assustado, a vítima começou a gesticular e tentou mostrar a nota fiscal que comprovava a compra anterior em um supermercado nas proximidades.
Agressão e desdobramentos do caso
Durante a discussão, o filho do proprietário, de 37 anos, chegou ao local e desferiu um chute no peito da vítima. Conforme a versão do comerciante à Polícia, ele acreditava que o homem apenas havia pago pelo suco e, por isso, o questionou. Ao perceber a agitação, o proprietário pediu ajuda a seu filho, que alegou ter agido para separar os envolvidos na briga.
Após a agressão, o homem mostrou a nota fiscal que indicava que o produto havia sido adquirido corretamente. De acordo com o B.O., mesmo após a comprovação, a dupla pediu desculpas à vítima.
A situação gerou agitação no entorno da loja, levando a Polícia Militar a despachar uma equipe para assegurar a ordem, já que cerca de 30 pessoas demonstravam interesse em agredir o comerciante e seu filho. A vítima foi encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro, mas não evidenciou lesões significativas.
Ainda conforme o boletim, após a ocorrência, todos os envolvidos foram levados à delegacia, onde assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência e logo foram liberados. A família da vítima, no entanto, acredita que o ataque teve motivações raciais e reivindica justiça, uma vez que o homem, além de ser negro, possui deficiência, com microcefalia e demência, dificultando sua comunicação.
A Secretária de Igualdade Racial de Juiz de Fora, Giane Elisa, também se manifestou em apoio à situação, frisando que a Prefeitura está oferecendo assistência à família. Até o momento, a reportagem buscava contato com os responsáveis pelo estabelecimento, mas as redes sociais da loja foram desativadas, inutilizando qualquer tentativa de contato.
Com informações de Folha JF.


