Zona da Mata

Início do Horário Eleitoral: Desafios nas campanhas de 2026

A partir desta sexta-feira (28), começa o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE), levando as campanhas eleitorais para rádio e televisão de forma mais consistente. Apesar do crescimento das mídias sociais, a TV e o rádio continuam a ser espaços valiosos para apresentar candidatos e fortalecer mensagens em busca da atenção do eleitorado.

Para 2026, o panorama vai além da presença nos horários padrões de propaganda. Especialistas afirmam que as campanhas devem integrar o conteúdo produzido para os meios tradicionais com as plataformas digitais. Essa adaptação é crucial frente à rapidez e à dinâmica dos debates políticos nas redes sociais.

Desafios do Ecossistema Midiático

O professor Luiz Ademir Oliveira, da UFSJ e PPGCOM (UFJF), destaca que um dos principais obstáculos é a atuação neste “ecossistema midiático híbrido”, que compreende mídias tradicionais, redes digitais e imprensa. Com diferentes perfis de eleitores, as estratégias precisam ser diversificadas, alcançando tanto os jovens que estão no TikTok e Instagram quanto os eleitores mais velhos, que preferem televisão e rádio.

O Horário Eleitoral é distribuído entre os partidos de acordo com sua representação no Congresso. Na televisão, as exibições ocorrem de segunda a sábado a partir das 13h e às 20h30. Para este primeiro turno, quatro candidaturas dominam o tempo: Lula (PT) com 5 minutos e 31 segundos, Flávio Bolsonaro (PL) com 4 minutos e 20 segundos, Ronaldo Caiado (PSD) com 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury (Avante) com 35 segundos. As demais candidaturas não conseguiram tempo por não atenderem à cláusula de desempenho.

No Estado, a situação parece similar. O bloco na TV de Minas Gerais totaliza nove minutos, distribuídos entre diferentes candidatos que terão diversos tempos de exibição, de acordo com a mesma lógica de participação no Congresso Nacional. Isso afeta diretamente as estratégias, permitindo um maior ou menor desenvolvimento de determinadas abordagens ou temas.

A era digital demanda que campanhas se integrem nas redes sociais. O professor Luiz Ademir reforça que conteúdos feitos para o HGPE podem ser adaptados para frente digital, mas a repercussão nas redes muitas vezes exige respostas rápidas, impactando o conteúdo transmitido nas mídias de massa.

Os produtores de conteúdo de campanhas, como Zezinho Mancini, ponderam que a agilidade nas redes não deve levar a uma resposta precipitada. Produzir um conteúdo impactante requer reflexão e entender a quem se está se dirigindo, sem apenas buscar uma reação imediata.

A imagem do candidato precisa ser construída de forma autêntica, evitando transformar o político em alguém artificial. Tanto na TV quanto nas redes, a verdade sobre o candidato deve ser o ponto central, visando respeitar sua identidade ao comunicar-se com o eleitor, desde a escolha de cores e tom até a forma de abordar temas. À medida que as eleições se aproximam, tanto a propaganda positiva quanto a estratégia de ataque aos adversários ganharão destaque, especialmente nas redes sociais.


Com informações de Tribuna de Minas.

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