Zona da Mata

Parceria busca valorizar bioeconomia no Norte de Minas

O Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes) e a multinacional ADM estão unindo forças para promover um modelo de bioeconomia que valorize espécies nativas em Minas Gerais, com foco inicial no cultivo do jenipapo. O objetivo é gerar emprego e renda para pequenos produtores, além de contribuir para a preservação ambiental no Cerrado e na Caatinga.

Com essa parceria, espera-se capacitar coletores e pequenos agricultores, transformando os recursos naturais dessa região em oportunidades que beneficiem tanto a conservação das florestas quanto a inclusão produtiva da comunidade. O projeto será implementado primeiramente no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha, localidades que enfrentam alguns dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado.

Ações para estruturação da cadeia produtiva

As ações do projeto incluem o mapeamento das áreas de ocorrência do jenipapo e a mobilização de produtores rurais, que receberão suporte logístico dos Sindicatos dos Produtores Rurais. O Inaes coordenará as atividades de campo e as gerências regionais do Sistema Faemg Senar farão a identificação dos locais e o cadastramento dos participantes.

Além disso, os sindicatos terão um papel crucial na formação das equipes que atuarão na coleta, promovendo treinamentos em segurança no trabalho, manejo e técnicas de colheita normatizadas. A primeira coleta dos frutos aconteceu entre 13 e 17 de julho em Rubim, com cursos de capacitação iniciando na mesma época. A inscrição dos interessados deve ser feita por meio de um termo de adesão.

A expectativa é que esse projeto-piloto valide a viabilidade técnica da cadeia produtiva e possibilite a avaliação do potencial socioeconômico da atividade, podendo haver expansão futura. Essa estratégia alinhada à bioeconomia visa não apenas diversificar as fontes de renda, mas também valorizar os recursos naturais.

O especialista em Agronomia da ADM, Jonas Pagassini, ressalta a importância do conhecimento técnico e da educação como pilares para o desenvolvimento sustentável da bioeconomia. Ao agregar valor a espécies nativas, o projeto transforma o jenipapo em um ativo econômico, tornando sua extração mais lucrativa e incentivando a preservação do meio ambiente.

A parceria faz parte do programa ADM Cares, que apoia iniciativas focadas em agricultura sustentável e conservação da biodiversidade. Com a atuação no país desde 1997, a ADM espera que, ao longo do ciclo até 2026, seja possível compreender plenamente o potencial produtivo dessas regiões e consolidar um modelo sustentável, o que pode gerar novas cadeias produtivas baseadas na bioeconomia em Minas Gerais.


Com informações de Tribuna de Minas.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo