Mata do Krambeck em Juiz de Fora segue fechada ao público

Quase quatro anos após a criação oficial, o Parque Estadual Mata do Krambeck, localizado em Juiz de Fora, ainda não possui uma data definida para abrir suas portas ao público. Instituído em outubro de 2022 pelo Governo de Minas, o parque abrange cerca de 291,98 hectares de área de Mata Atlântica, mas a liberação do acesso depende de diversas etapas que ainda não foram concluídas.
A regularização fundiária e a elaboração do plano de manejo são processos cruciais que estão em andamento. Com previsão inicial de que esses estudos fossem finalizados em 180 dias, o Estado indicava que a visitação estaria liberada mais rapidamente. Entretanto, o decreto que criou a unidade condiciona a abertura às regras do plano de manejo, que inclui normas aplicáveis à conservação do parque.
Conselho Consultivo e Acordos em Andamento
Alguns progressos foram feitos desde a sua criação, como a constituição do Conselho Consultivo, cujo regimento interno foi aprovado em maio de 2024. Esse conselho tem a responsabilidade de monitorar a gestão participativa do parque em colaboração com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), que está à frente da administração do local.
Em 2025, o IEF começou a desenvolver um acordo com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para a formulação do plano de manejo. Essa etapa exige o financiamento de uma emenda parlamentar de R$ 150 mil que auxiliará nas despesas necessárias. O plano de manejo é fundamental para determinar o uso do espaço, incluindo as regras de visitação e as áreas destinadas a atividades variadas, além de assegurar a proteção dos recursos naturais.
A regularização fundiária é outro requisito indispensável para que o parque possa abrir, uma vez que ele abrange diferentes propriedades, cada uma com seu próprio trâmite jurídico ou administrativo. Enquanto isso, para o acesso ao parque, um portão na Avenida Brasil foi planejado como a entrada principal.
O Parque Estadual Mata do Krambeck foi criado para preservar o remanescente de floresta da Mata Atlântica, proteger nascentes, cursos d’água e conservar a biodiversidade local. Assim que for estabelecida, a unidade também poderá abrigar atividades voltadas à visitação, educação ambiental e pesquisa científica, desde que respeitadas as diretrizes específicas.
Embora algumas ações já estejam sendo implementadas na região, como prevenção de incêndios e iniciativas de educação comunitária, a população continua sem uma previsão clara para a abertura do parque. A equipe de reportagem da Semad buscou informações sobre o andamento das obras e se há uma data estimada para a visitação, mas não obteve retorno até a publicação.
Com informações de Folha JF.

