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Leilão do Vianna Júnior é adiado pela Justiça e ganha novas datas em maio

A Justiça de Juiz de Fora determinou o adiamento do leilão do Instituto Vianna Júnior, que estava inicialmente marcado para os dias 15, 16 e 17 de abril. Com a decisão, o certame foi remarcado para os dias 5, 6 e 7 de maio, às 11h30.
O motivo do adiamento é técnico e envolve uma exigência legal. Segundo a decisão, não houve tempo hábil para cumprir o prazo mínimo de cinco dias de antecedência na publicação do edital, previsto no Código de Processo Civil.
Diante disso, o juiz responsável pelo caso, Augusto Vinícius Fonseca e Silva, determinou a redesignação das datas para garantir a legalidade do processo.
Leilão segue com mesmas condições
Apesar da mudança nas datas, as condições do leilão permanecem as mesmas. O processo faz parte da recuperação judicial iniciada em 2023 e envolve a venda da operação do Vianna Júnior.
A proposta base apresentada é do Instituto Ensine de Pesquisa e Educação, com sede em Itaperuna (RJ), no valor de R$ 3,8 milhões.
O modelo adotado é o chamado stalking horse, em que o proponente inicial estabelece um valor mínimo, mas outros interessados podem apresentar ofertas superiores.
Na prática, o Ensine tem o direito de cobrir qualquer proposta vencedora em até 48 horas e ficar com o negócio. Caso outra empresa vença, será necessário pagar uma taxa de R$ 800 mil ao grupo, como compensação pela proposta inicial.
Venda não inclui o imóvel
O leilão não envolve o imóvel onde funciona o Vianna Júnior. O que está sendo negociado é a operação da instituição, incluindo:
marca
cursos de graduação e especialização
acervo acadêmico
estrutura mobiliária
carteira de alunos
A empresa vencedora deverá assumir o aluguel do espaço atual ou transferir a sede para outro local.
O pagamento será feito com entrada de R$ 500 mil e o restante parcelado em até 30 vezes.
Dívida do Vianna Júnior passa de R$ 48 milhões
A venda é considerada essencial para a sobrevivência da instituição.
De acordo com o último relatório financeiro disponível, de novembro de 2025, o Vianna Júnior acumula uma dívida de R$ 48,4 milhões.
Somente entre janeiro e novembro do ano passado, o prejuízo foi de R$ 7,1 milhões, pressionando o caixa e ampliando o endividamento mês a mês.
Parceria imobiliária tenta equilibrar contas
Além do leilão, o plano de recuperação judicial prevê uma parceria com a Incorpe Empreendimentos Imobiliários.
A empresa deve desenvolver projetos em terrenos do Vianna na região da Colônia de São Pedro, com expectativa de movimentar cerca de R$ 100 milhões.
Desse total, 40% ficariam com a instituição, valor que será destinado ao pagamento das dívidas.

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