Zona da Mata

Europa rejeita proposta da Fifa sobre venda de direitos

Na última quinta-feira (30), os países da Europa reafirmaram sua oposição a um plano da Fifa que visa criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais de seus torneios. A Uefa, entidade que coordena o futebol europeu, anunciou que, enquanto essa proposta continuar em discussão, suas seleções não participarão das competições da Fifa.

Em um comunicado, a Uefa declarou: “Nenhuma seleção da Uefa vai participar de competições da Fifa enquanto estas propostas estiverem vivas, a não ser que ela seja inteiramente abandonada e haja garantias de que a Fifa nunca mais abrirá sua governança ou suas competições à propriedade privada.” Essa decisão surge em meio a um prazo de 53 dias, estabelecido pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, para que as 211 associações nacionais decidam sobre a proposta.

Apoios e repercussões mundial

A Uefa conta com o apoio da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC). Juntas, essas três entidades somam 143 dos 211 membros da Fifa. Com a pressão do tempo, as próximas competições que podem ser afetadas são os playoffs das Eliminatórias da Copa Feminina, previstos para outubro, além do Mundial sub-20, que acontece na Polônia a partir de 5 de setembro.

A Uefa destacou sua posição firme em defesa do futebol, afirmando que competições como a Copa do Mundo não devem ser vistas como produtos comercializáveis. “A Copa do Mundo pertence ao futebol, sempre pertencerá. Enquanto a Europa tiver voz, nunca estará à venda”, declarou em sua nota.

Em resposta às críticas, Gianni Infantino defendeu a proposta, alegando que a venda de ações poderia aumentar o financiamento para cada federação de 8 milhões para 20 milhões de dólares. A expectativa é que o projeto arrecade 4,2 bilhões de dólares, o que equivale a cerca de R$ 21,5 bilhões.

O clima de tensão entre a Fifa e a Uefa levanta preocupações em relação ao futuro do futebol global. O anúncio do veto significa que, a depender das deliberações das confederações, as seleções europeias podem não participar de importantes competições programadas para os próximos meses.


Com informações de Tribuna de Minas.

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