Juiz de Fora

MPMG realiza operações em investigação de fraudes em Laranjal

No dia 9 de agosto, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) executou seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Laranjal e Muriaé, como parte da Operação Cavalo de Troia. Esta fase da investigação busca esclarecer indícios de fraudes em processos licitatórios na Prefeitura de Laranjal. As suspeitas incluem conluio entre empresas, uso de documentos falsificados, superfaturamento e pagamentos impróprios a servidores públicos.

A operação contou com o suporte da Polícia Militar e teve como alvos empresas que, conforme informações da Promotoria de Justiça de Muriaé, se destacaram de forma recorrente em contratações da Prefeitura desde 2024. Um dos casos envolve uma empresa que ganhou licitações para assumir a gestão de uma casa de repouso e o Hospital Municipal.

Suspeitas de ligação entre empresas

Documentos apresentados pela empresa vencedora das licitações incluíam dados que levantaram dúvidas sobre sua autenticidade. A investigação revelu que a companhia fez alterações em seu cadastro econômico pouco antes do início dos processos licitatórios, o que sugere que os responsáveis poderiam estar cientes das futuras oportunidades de contratação.

Outra empresa sob investigação, originária de Além Paraíba, foi identificada utilizando um endereço fictício em Laranjal para se inscrever em licitações. Este detalhe é significativo, uma vez que a proximidade geográfica era um critério essencial para a participação nas licitações. A empresa concorria para fornecer itens variados à Prefeitura, incluindo alimentos e materiais de escritório, além de um drone para pulverização.

O MPMG encontrou vínculos entre as duas empresas, evidenciando que os documentos técnicos de uma teriam sido fornecidos à outra. Além disso, a relação pessoal entre os responsáveis pelas companhias, que mantêm um envolvimento afetivo, levanta suspeitas de coordenação nas licitações entre os dois negócios investigados.

A análise das movimentações financeiras revelou transferências de valores das empresas para contas de três servidores municipais e de seus familiares. Essa situação é preocupante, dado que um dos servidores atua na assessoria jurídica e emite pareceres sobre as licitações, enquanto outro é responsável por gerir os processos. O terceiro servidor ocupa um cargo de secretário na municipalidade. Essa interligação dos réus evidencia a gravidade da situação em que servidores públicos podem estar envolvidos em possíveis práticas de corrupção.


Com informações de Folha JF.

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