Brasil na Copa caiu, mas no café continua triunfando

Embora o Brasil tenha saído da Copa do Mundo nas oitavas de final, o país ainda brilha no cenário global do café. A eliminação para a Noruega, embora dolorosa para os torcedores, não mancha a força do grão brasileiro, que continua sendo um favorito mundial.
A Noruega, responsável pela saída do Brasil, lidera em consumo de café, com 10 kg por habitante anualmente. Essa paixão pelo café se desenvolveu entre 1916 e 1927, quando a bebida destilada foi proibida e o café ganhou protagonismo. O país é famoso pelo kokekaffe, uma maneira de preparar café fervendo em bule, cultuada em trilhas e cabanas. Curiosamente, 44% do café consumido na Noruega é proveniente do Brasil.
Cafés especiais pelo mundo
A Inglaterra, que também foi eliminada na competição, mantém uma forte conexão com o café, tendo começado com a popularização do chá no século XVII. Hoje, Londres é um centro vibrante de cafeterias, onde o Brasil é uma das principais origens do café servidos. O flat white, um café com leite muito apreciado entre os jovens ingleses, é mais uma prova da importância do nosso grão no dia a dia deles.
A Espanha, que chegou à final, tem uma cultura de café peculiar com bebidas como o barraquito, e o torrefacto, que gera tanto admiração quanto controvérsias. Com um consumo médio de 1,8 kg por pessoa por ano, o ritual de café é uma parte integrante do cotidiano espanhol, frequentemente consumido em pé, no balcão dos bares.
Quanto à França, que saiu para a Espanha, sua relação com o café está profundamente enraizada na história. Momentos marcantes, como a declaração de guerra no Café de Foy, fazem parte da narrativa cafeeira do país. Importante ressaltar que as primeiras mudas de café do Brasil tiveram origem na Guiana Francesa, mostrando essa rica história de conexões entre os países.
A Argentina, que avança para a final, tem sua própria tradição cafeeira, reconhecida como patrimônio cultural em Buenos Aires. Mesmo que o consumo anual de café por pessoa seja modesto, as cafeterias da cidade, incluindo o icônico Café Tortoni, são conhecidas internacionalmente. É interessante notar que a maioria do café consumido na Argentina provém do Brasil, solidificando a presença do grão brasileiro no país irmão.
Portanto, apesar das derrotas futebolísticas, o Brasil continua sendo um gigante no mundo do café. O sucesso das nossas exportações se reflete nas xícaras de países que ainda apreciam o que há de melhor em cafés. O Brasil pode ter caído na Copa, mas no cenário cafeeiro, alcança vitórias todos os dias.
Com informações de Tribuna de Minas.


