Ex-monitor acusado de estupro de vulnerável ainda está foragido

André da Silva Moraes Júnior, de 22 anos, ex-monitor da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, permanece foragido após a Justiça determinar sua prisão preventiva. Ele é acusado de estupro de vulnerável, relacionado a relacionamentos inadequados com crianças que frequentavam a instituição de ensino.
O caso ganhou destaque em julho, quando o Folha JF trouxe as primeiras informações sobre as acusações. Dois boletins de ocorrência foram registrados por familiares de adolescentes, detalhando as interações suspeitas do monitor com as crianças. O primeiro deles foi feito por uma mãe, que encontrou mensagens e fotos da filha, uma adolescente de 12 anos, com André. Nas comunicações, o monitor supostamente incentivava a jovem a desobedecer os pais e fazia comentários inapropriados sobre a mãe da menina.
Investigação e denúncia do Ministério Público
Após a denúncia, a Polícia Civil deu início às investigações sobre o caso. Um segundo boletim foi registrado em julho, quando o pai de uma menina de 11 anos descobriu conversas entre sua filha e o monitor. Nessas mensagens, André manifestava interesse em se encontrar a sós com a criança, alimentando a preocupação do pai, que encontrou também fotos enviadas em modo de visualização única pelo WhatsApp.
Em julho, o MP apresentou a denúncia formal contra André pelos crimes cometidos, incluindo aliciamento, assédio e descumprimento de medida protetiva, todos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A Justiça, ao decretar a prisão preventiva do acusado no dia 22 de julho, argumentou que havia evidências suficientes das práticas criminosas e destacou a necessidade da prisão para a proteção das vítimas e da ordem pública.
Quarenta dias se passaram desde a decisão judicial, e André da Silva Moraes Júnior continua foragido. A Polícia Civil confirmou que, apesar do indiciamento ocorrido no mesmo mês das denúncias, o autor segue sem ser localizado. A polícia solicita a colaboração da população, pedindo que qualquer informação sobre o paradeiro do ex-monitor seja encaminhada através do telefone 181.
Com informações de Folha JF.


