Juiz de Fora

Motoristas e entregadores paralisam atividades em Juiz de Fora

A partir das 16h de hoje, motoristas de aplicativos, motoboys, motogirls e entregadores de bicicleta iniciam uma paralisação em Juiz de Fora. O movimento, organizado pela Associação dos Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora (AMMEJUF), está programado para durar até a meia-noite de quarta-feira (29), com ponto de concentração no estacionamento do Carrefour. A mobilização busca protestar contra as novas políticas adotadas pelas plataformas de transporte e entrega.

Os trabalhadores afirmam que as mudanças nas plataformas diminuíram suas remunerações e aumentaram os custos para operarem nos aplicativos. Na semana passada, a categoria anunciou a paralisação, visando chamar a atenção da sociedade para suas dificuldades. Após a concentração inicial, os participantes irão realizar uma carreata pelas principais vias da cidade, concluindo seu trajeto na Câmara Municipal.

Críticas às novas políticas das plataformas

Entre as críticas, destaca-se o novo modelo de funcionamento do iFood, designado como “+Entregas”. A AMMEJUF ressalta que esse sistema exige agendamento prévio de turnos e diminui o valor mínimo de algumas entregas, o que afeta diretamente a renda dos entregadores. Além disso, os trabalhadores questionam o sistema de passe utilizado por plataformas como Uber e 99, que, conforme a categoria, força pagamento antecipado para acesso a chamadas, sem garantias de número suficiente de corridas.

Os profissionais enfatizam que essa abordagem transfere os riscos e custos relacionados à atividade para eles mesmos, tornando mais difícil a sustentabilidade financeira do trabalho. Dentre as reivindicações, a categoria pede a implementação de um piso de R$ 10 para corridas e entregas em trajetos de até quatro quilômetros, além de um suplemento de R$ 2,50 por quilômetro rodado.

Durante a paralisação, os manifestantes também planejam realizar ações de conscientização em locais comerciais, conversando com outros trabalhadores sobre os impactos das novas políticas. Apenas a 99 respondeu à mobilização, afirmando que seu novo modelo, chamado Pacote Taxa Zero, visa oferecer melhores oportunidades de ganho aos parceiros motociclistas, substituindo taxas de intermediação por pacotes de tempo ou faixas de ganhos.

Até o momento, Uber e iFood não emitiram declarações referentes à paralisação. A 99 destaca que permanece em diálogo constante com os motoristas e respeita o direito de manifestação da categoria.


Com informações de Folha JF.

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