Economia

Novo Plano Nacional de Logística inicia com R$ 1,2 tri em investimentos

A partir de hoje, 12 de outubro, entra em vigor o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, que tem como meta direcionar o desenvolvimento da infraestrutura de transporte no Brasil até o ano de 2050. Este plano será essencial tanto para os investimentos públicos quanto privados em diversos modos de transporte, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

O PNL é resultado do Planejamento Integrado de Transportes e foi desenvolvido a partir da identificação de gargalos no sistema logístico brasileiro. Estima-se um total de R$ 1,225 trilhão a serem investidos até 2050, com R$ 734,4 bilhões provenientes da iniciativa privada e os outros R$ 490,5 bilhões do setor público. Os investimentos têm como foco a manutenção de rotas estratégicas, o aumento da capacidade das estruturas existentes e a construção de novas instalações.

Foco em Infraestrutura e Sustentabilidade

O plano delineia 112 objetivos prioritários para mitigar problemas atuais e atender à demanda futura, organizados em 31 eixos de transporte, que englobam 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais. A proposta inclui, por exemplo, a expansão de corredores rodoviários e ferroviários, além da consolidação das hidrovias e da ampliação das infraestruturas portuárias.

Durante o lançamento do PNL em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, enfatizou que o plano visa estruturar não apenas o futuro brasileiro, mas também o da América Latina. Ele destacou a importância de estabelecer uma visão do Brasil que se deseja construir antes de definir quais são os problemas a serem resolvidos, alterando assim a cultura de planejamento em transportes no país.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reforçou que o Brasil tem avançado na infraestrutura de transportes, resultado de um ciclo significativo de investimentos, principalmente do setor privado. Ele também frisa a importância da integração entre os diversos modais, destacando que os portos não podem ser vistos como isolados, e sim como parte de uma rede que envolve rodovias, ferrovias e hidrovias para eficácia no escoamento das produções.

Entre os desafios apontados pelo PNL, estão a excessiva dependência das rodovias, que atualmente são responsáveis por 54% do transporte de cargas, além da baixa utilização de outros modais. O objetivo do plano é facilitar a intermodalidade, melhorando a conexão entre diferentes modos de transporte, o que pode resultar em menores custos logísticos e um aumento na competitividade das exportações.

Outro aspecto abordado é a redução das desigualdades regionais, com projetos priorizados para as regiões Norte e Nordeste, inspirando um compromisso com a sustentabilidade e a adaptação climática ao longo dos desenvolvimentos planejados.


Com informações de Agência Brasil.

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