Policial reformado vira réu em júri popular por morte de mulher em Minas
O policial militar reformado Marcos Antônio Januário será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte de uma mulher que atuava como garota de programa, registrada no dia 16 de outubro, no bairro Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão foi assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que considerou haver indícios suficientes para levar o caso a julgamento e manteve a prisão preventiva do acusado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o policial era cliente da vítima e mantinha contato frequente com ela. As investigações apontam que o acusado não aceitava o afastamento da mulher, o que teria gerado um histórico de insistência e conflitos anteriores ao crime.
No dia do ocorrido, a vítima estava em um apartamento onde realizava atendimentos quando recebeu o homem. Segundo a apuração, houve uma discussão no local e, em seguida, ele teria efetuado um disparo de arma de fogo que atingiu a mulher. Após o crime, o suspeito foi localizado nas proximidades do prédio e preso.
Decisão leva caso ao Tribunal do Júri
Durante o processo, a defesa pediu a retirada da qualificadora de feminicídio e a reclassificação do crime, mas os argumentos não foram aceitos nesta fase. Na decisão, a magistrada destacou que os elementos reunidos, como depoimentos e provas, indicam que a motivação pode estar relacionada à condição da vítima, o que deve ser analisado pelos jurados.
Com isso, Marcos Antônio Januário passa a responder por feminicídio, com agravantes que incluem motivo torpe e circunstância que teria dificultado a defesa da vítima.
Ainda não há data definida para o julgamento. O processo segue em tramitação na Justiça de Minas Gerais.
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