Juiz de Fora

Comerciantes da Avenida Sete de Setembro pedem soluções urgentes

Na Avenida Sete de Setembro, localizada no centro de Juiz de Fora, comerciantes estão preocupados com os transtornos provocados pela presença contínua de pessoas em situação de rua. Entre os problemas relatados estão o uso de drogas, brigas, além de abordagens insistentes de pedidos de dinheiro a clientes e transeuntes que frequentam a região.

A avenida é lar do Centro Pop, um serviço municipal voltado ao atendimento especializado dessa população vulnerável. Entretanto, segundo relatos dos comerciantes, muitas das pessoas que recebem apoio permanecem nas calçadas e em frente às lojas ao longo do dia, o que tem gerado atritos. Recentemente, um grupo chegou a fazer um churrasco na calçada próximo a uma clínica de fisioterapia que atende pacientes, incluindo aqueles em tratamento oncológico.

Demandas e falta de resposta do poder público

Os lojistas destacam que a situação é recorrente e afeta diretamente o atendimento em seus estabelecimentos, além de dificultar a circulação de clientes. As reclamações vão além da simples presença das pessoas, englobando comportamentos perturbadores, como o consumo de drogas e conflitos nas ruas.

Para lidar com a situação, os comerciantes já buscaram auxílio tanto de equipes de abordagem social quanto da Polícia Militar, mas afirmam não ter recebido soluções efetivas. Em resposta, a Prefeitura esclareceu que o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) realiza ações de busca ativa todos os dias no centro da cidade, com o objetivo de encaminhar essas pessoas a serviços e programas de assistência social.

A administração municipal também ressaltou que a Resolução nº 129/2023 do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) estabelece que as ações de zeladoria, fiscalização e segurança pública não são atribuições das equipes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Assim, as equipes não estão capacitadas a atuar em questões de segurança ou fiscalização durante suas intervenções.

Por outro lado, a Prefeitura não informou quais medidas de zeladoria ou segurança têm sido adotadas especificamente na Avenida Sete de Setembro frente às queixas apresentadas pelos comerciantes. O Folha JF também entrou em contato com o 2º Batalhão da Polícia Militar da região, mas não obteve resposta até o momento. O SEAS opera todos os dias das 7h à meia-noite e pode ser acionado pelos telefones disponibilizados pela Prefeitura.


Com informações de Folha JF.

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