Sindicato de Juiz de Fora vigia situação de trabalhadores da Casas Bahia

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora está monitorando as condições dos trabalhadores afetados pelas demissões em massa promovidas pelo Grupo Casas Bahia. Na última quarta-feira (26), a entidade revelou estar em contato com a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para garantir que a decisão da Justiça do Trabalho seja cumprida. Esta decisão suspendeu, de forma provisória, os desligamentos que ocorreram entre 13 e 17 de agosto, e exigiu o restabelecimento dos vínculos empregatícios.
Acompanhamento constante dos trabalhadores
A atitude do sindicato se deu após a Justiça do Trabalho manter, na segunda-feira (24), a proibição das dispensas coletivas até que haja negociação com os sindicatos. O Sindicato de Juiz de Fora anuncia que continuará atento às atualizações e oferecerá suporte aos trabalhadores da região que foram diretamente impactados por essa situação.
O início da suspensão das demissões corresponde a uma ação judicial movida pela CNTC contra o grupo Casas Bahia. A medida visa manter os vínculos de emprego para aqueles que foram demitidos durante os dias mencionados. Apesar de o grupo ter tentado reverter essa decisão por meio de um mandado de segurança, o pedido foi negado.
Aos trabalhadores abrangidos, a manutenção dos empregos ocorre em caráter provisório, com salários e benefícios garantidos. No entanto, isso não assegura estabilidade, já que novos cortes poderão ocorrer, desde que sejam precedidos por uma negociação com as entidades sindicais.
A reestruturação do Grupo Casas Bahia resultou não apenas em demissões, mas também no fechamento de diversas lojas em várias regiões do Brasil. Em Juiz de Fora, duas unidades, da Casas Bahia e do Ponto Frio, encerraram as atividades durante essa reorganização. Informações anteriores indicam que aproximação de 1.900 trabalhadores perdeu o emprego no país devido a esse movimento de corte.
O grupo enfrenta sérios problemas financeiros e busca reduzir custos em um cenário marcado por altas taxas de juros e resultados financeiros adversos. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou um prejuízo de aproximadamente R$ 1,06 bilhão, um aumento em relação ao resultado negativo de R$ 408 milhões do mesmo período do ano anterior.
Em nota divulgada na quarta-feira, o Sindicato de Juiz de Fora reiterou seu compromisso em acompanhar a situação dos comerciários afetados por essa reestruturação. A entidade afirmou que permanecerá em contato com a CNTC para proteger os direitos dos funcionários e monitorará o andamento das negociações judiciais e possíveis acordos entre a empresa e as organizações sindicais.
Com informações de Folha JF.


