Tribuna de Minas

Número de nascimentos no Brasil tem a maior queda em 20 anos

O Brasil teve pouco mais de 2,38 milhões de nascimentos em 2024. O número representa uma queda de 5,8% na comparação com os 2,52 milhões de nascidos em 2023, marcando uma sequência de seis anos consecutivos  com recuo na quantidade de nascimentos.
A redução de 5,8% é a maior observada no intervalo dos últimos 20 anos. Supera a marca anterior, que era de queda de 5,1% verificada em 2015. Os dados integram a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A gerente da pesquisa, Klivia Brayner, aponta que a diminuição no número de nascimentos é um fenômeno já reconhecido. “Confirma a tendência apontada pelo Censo 2022, de que as mulheres estão tendo cada vez menos filhos, a queda da fecundidade”, avalia.
A demógrafa e analista da pesquisa, Cintia Simoes Agostinho, acrescenta que, além de fatores culturais, a queda no número de nascimento é um comportamento que acompanha a demografia da população brasileira, que vem envelhecendo.
“Quando a gente olha para filhos tidos, a gente olha as mulheres em idade reprodutiva, que são as mulheres normalmente de 15 a 49 anos”, explica contextualizando que, com menos mulheres em idade reprodutiva, o esperado é que haja menos nascimentos.
Dados sobre nascimentos no país, segundo o IBGE:
198 mil nascimentos por mês;
6,6 mil nascimentos por dia;
275 nascimentos por hora;
4,5 crianças a cada minuto.
Meses com mais nascimentos no Brasil
Com informações de mais de 8 mil Cartórios de Registro Civil, o IBGE aponta que março é o mês campeão de nascimentos.
Março: 215,5 mil;
Maio: 214,5 mil;
Abril: 214,1 mil;
Janeiro: 201,7 mil.
Meses com menor número de nascimentos
Na outra ponta, os meses com menores nascimentos são:
Novembro: 180,2 mil;
Dezembro: 183,4 mil.
Maternidade tardia e gênero dos bebês
Ao longo de 20 anos, os registros mostram que as mulheres estão sendo mães mais velhas. Em 2004, pouco mais da metade (51,7%) dos nascimentos eram gerados por mães com até 24 anos. Em 2024, essa proporção caiu para 34,6%.
Em 2024, nasceram mais meninos que meninos. Para cada 100 nascidos do sexo feminino, houve 105 do masculino.
 
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