Condenação de trio por tortura e morte em Conselheiro Lafaiete

Na cidade de Conselheiro Lafaiete, localizada na Região Central de Minas Gerais, três homens foram condenados por torturarem e matarem um homem que apresentava deficiência intelectual. O crime aconteceu em 22 de setembro de 2025, motivado por um desentendimento envolvendo uma motocicleta. As penas impostas aos réus variam entre 12 anos e 11 meses a 20 anos e 10 meses de prisão.
O indivíduo identificado como principal responsável pelos atos violentos, de 33 anos, recebeu a condenação mais severa: 20 anos e 10 meses de detenção. Além disso, ele está sob investigação por suposta ligação com o tráfico de drogas na área. O segundo condenado, também com 33 anos, foi sentenciado a 12 anos e 11 meses, atuando como o motorista que transportou os demais. Por fim, o terceiro réu, de apenas 20 anos, recebeu uma pena de 13 anos e 8 meses de encarceramento.
Detalhes do Crime e Investigação
Com base nas investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o conflito originou-se quando a vítima, que já havia enfrentado internações psíquicas e fazia uso de medicamentos controlados, subtraiu a motocicleta do agressor principal, que estava na residência do réu mais jovem. Vale destacar que o homem, que foi alvo das agressões, não conseguia conduzir motos, devido à sua condição de saúde mental. Os agressores eram seus vizinhos, o que reforça que estavam cientes das limitações da vítima.
No dia do incidente, o motorista conduziu os outros réus até um local denominado Árvore do Tietê, onde a vítima já se encontrava acompanhada de dois adolescentes que também participaram da ação. Agressões físicas foram perpetradas contra ele, seguido pela força que o forçou a entrar no veículo. O grupo então se dirigiu para o Morro do Pink Floyd, uma região isolada e agrícola, conforme corroborado por evidências de rastreamento e imagens de câmeras de segurança.
Após chegarem ao destino, as agressões continuaram. A vítima sofreu sérios ferimentos, incluindo uma fratura no braço direito e queimaduras graves, que foram determinantes na sua morte. O laudo necroscópico confirma que as lesões infligidas, principalmente as queimaduras, foram a causa do falecimento. O corpo da vítima foi recuperado apenas nove dias depois do ataque, durante a terceira busca realizada pelas autoridades, encontrando-se em avançado estado de decomposição.
A promotora de Justiça Vanessa Carmo e Silva, da Promotoria de Justiça Criminal de Conselheiro Lafaiete, atuou no caso que chocou a comunidade local.
Com informações de Tribuna de Minas.

