Diarista é indiciada por latrocínio de casal de idosos em BH

A investigação sobre o assassinato de um casal de idosos em Belo Horizonte, realizado aos 75 e 76 anos, avançou com a indiciamento de uma diarista de 30 anos. A Polícia Civil indicou que a mulher não apenas cometeu o latrocínio, mas também teria dopado e roubado quatro outras vítimas, utilizando um método similar de sedação para facilitar os furtos.
No trágico crime, a diarista teria planejado o ato antes de chegar à residência do casal. Após dopá-los, ela atacou os idosos com um objeto cortante. Apesar de sedados, os idosos deixaram evidências de defesa, o que mostra que tentaram resistir ao ataque brutal. A perícia revelou que o local do crime tinha sinais de reviramento, com prover benefícios através da subtração de celulares e outros bens.
Prisão em flagrante e fuga frustrada
Após dois dias de investigações, que não indicaram arrombamento, a polícia concentrou o foco nas pessoas que tinham permissão para entrar no prédio onde ocorreu o latrocínio. A diarista foi encontrada em um hotel em Itabira, a cerca de 105 quilômetros de BH, com seu filho, e planejando fugir para o Rio Grande do Sul.
No momento da prisão, a polícia recuperou parte dos objetos subtraídos do casal, incluindo R$ 18,8 mil em dinheiro, joias, eletrônicos, além de uma faca e medicamentos sedativos, que eram usados para incapacitar as vítimas. Embora indiciada, a mulher se despediu de outros bens roubados, que foram vendidos a terceiros.
Ainda segundo a Polícia Civil, até o momento não existem provas sobre a participação de outras pessoas no crime; no entanto, quatro indivíduos foram indiciados por receptação qualificada, após adquirirem os bens furtados. Esses compradores, acompanhados de advogados, se apresentaram ao departamento de investigação e afirmaram que desconheciam a origem ilegal dos objetos.
Apesar da gravidade do caso, a legislação prevê que essas pessoas podem ter suas penas amenizadas devido ao arrependimento demonstrado.
Com informações de Tribuna de Minas.

