Zona da Mata

Novo Fórum de Juiz de Fora pode ser inaugurado em dezembro

A inauguração do novo Fórum de Juiz de Fora, prevista para o dia 18 de dezembro, ainda não é confirmada de forma definitiva pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Este novo espaço pretende reunir todos os serviços da Justiça Estadual, que atualmente estão dispersos em quatro edifícios da cidade.

O novo edifício terá também áreas dedicadas a instituições que atuam em parceria com a Justiça, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público e Defensoria Pública. As novas instalações têm como objetivo fornecer serviços mais eficientes e espaços que garantam ergonômica e acessibilidade para todos os usuários, incluindo cidadãos, servidores e magistrados.

Estrutura e Acessibilidade

Com um Tribunal do Júri projetado para 170 lugares, o novo Fórum terá um total de seis andares e áreas específicas para juízes, além de um espaço destinado à OAB e uma ala dedicada à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O juiz Mauro Francisco Pittelli, atual diretor do Foro da Comarca, acredita que a mudança trará benefícios significativos na prestação de serviços, destacando a criação de salas com condições adequadas para o atendimento de casos de violência doméstica, como a famosa sala lilás, e uma brinquedoteca.

Outro aspecto muito comentado é a questão do estacionamento. Atualmente, o antigo Fórum do Parque Halfeld conta com poucas vagas para advogados, algo que deverá ser melhorado no novo local, facilitando o acesso dos profissionais que atuam na área.

O custo inicial da obra foi orçado em aproximadamente R$ 65 milhões, valor abaixo do esperado no edital. A TJMG informou que a subida do custo contratual se deve a ajustes já previstos e não impactará a carga do órgão, sendo de responsabilidade da empresa contratada.

Desde o seu anúncio, em 2016, o projeto passou por sucessivos atrasos, com previsões de conclusão que não foram cumpridas. O local escolhido para a construção é o antigo Terreirão do Samba, na Avenida Brasil. A construção enfrentou diversos imprevistos que levaram à reavaliação de prazos e adições ao projeto inicial.

No final do mês passado, após uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça em Belo Horizonte, a obra voltou a ser executada com rigor. O Consórcio Juiz de Fora I, responsável pela construção, se manifestou destacando que malabarismos técnicos e adequações tiveram que ser feitas ao longo do projeto, devido a complexidades inerentes a um empreendimento dessa natureza.


Com informações de Tribuna de Minas.

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