Marcela Lima Reflete sobre sua Trajetória em Nova Exposição

A artista Marcela Lima está com uma nova exposição no Prosa Café, em Juiz de Fora, em cartaz durante o mês de agosto. Com nome de “Curadoria da memória”, a mostra marca seu retorno à cena cultural da cidade onde começou sua carreira, apresentando obras que carregam uma forte carga de suas lembranças e experiências pessoais.
Com mais de 30 anos de trajetória, Marcela utiliza a técnica de assemblage, que combina colagens tridimensionais de tecidos, papéis e diversos elementos, criando peças ricas em detalhes artísticos. Segundo a artista, “Curadoria da memória” oferece ao público uma viagem pela sua história, usando a palavra para dar vida às imagens e evocando memórias tanto suas quanto dos espectadores. A proposta é que cada objeto apresentado desperte novas interpretações e significados.
Exploração Poética e Visitas Guiadas
Além de expor suas obras, Marcela irá conduzir uma visita guiada pela exposição no dia 12 de agosto, que pode ser agendada no local ou através do seu Instagram, @marcelalimapintura. Essa opção foi escolhida por ela, já que o Prosa Café representa um espaço que valoriza a cultura e a memória, alinhando-se à sua proposta artística.
A artista conta que teve uma conexão natural com o espaço, que busca ser mais do que um café, mas sim um referencial cultural em Juiz de Fora. Durante sua carreira, Marcela viveu em diversos estados e tem passado por experiências que enriquecem suas referências artísticas, inclusive em dança e teatro. Para ela, a criação artística é um processo contínuo e diário, uma jornada de pesquisa e descoberta.
Marcela também acredita na importância de se reconhecer fragilidades e de lidar com as experiências de vida em sua produção artística. O conceito de memória, tempo e feminilidade permeiam suas obras, que incluem elementos como fotografias do cinema mudo, livros antigos e objetos vintages, refletem a delicadeza e a força que ela traz para sua arte.
Assim, a exposição “Curadoria da memória” não é apenas uma mostra de traços estéticos, mas um espaço de reflexão e conexão com a história pessoal e coletiva de quem a observa.
Com informações de Tribuna de Minas.

