Sindicato denuncia falta de fraldas no Hospital João Penido

O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) trouxe à tona uma denúncia sobre limitações no fornecimento de fraldas descartáveis para os pacientes do Hospital Regional João Penido, localizado em Juiz de Fora. Conforme informado, profissionais da unidade receberam orientações informais para restringir o uso a apenas duas fraldas por paciente durante cada turno de trabalho.
A diretora estadual do Sind-Saúde e coordenadora do núcleo de Juiz de Fora, Lenir Romani, explicou que essa imposição não foi registrada formalmente e vem sendo aplicada há aproximadamente uma semana. Ela expressou preocupação de que tal limitação comprometa o atendimento, especialmente em relação ao aumento do risco de lesões na pele, dermatites e infecções em pacientes que estão acamados e enfrentam dificuldades como incontinência.
Servidores registram situação em documento
Servidores da Ala B do hospital redigiram um documento para formalizar a reclamação sobre a medida de restrição na troca de fraldas. No texto, juntamente com alguns acompanhantes e pacientes, os profissionais afirmam que a quantidade de fraldas disponíveis é insuficiente para atender adequadamente os pacientes em recuperação, o que prejudica a prestação de cuidados. Os assinantes ressaltam que a responsabilidade pelo fornecimento desse insumo recai sobre a própria unidade hospitalar.
Em resposta às acusações, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que administra o Hospital João Penido, rejeitou a alegação de que há escassez de fraldas. Em uma nota à imprensa, a Fhemig explicou que a distribuição dos insumos passou por uma reorganização e agora é realizada pelo almoxarifado, com base em critérios técnicos e necessidades assistenciais. A fundação enfatizou que fatores como o número de pacientes acamados e as condições clínicas individuais são levados em consideração, visando melhorar a gestão dos insumos sem prejudicar a qualidade do atendimento oferecido.
A nota divulgada pela Fhemig reafirma que não há falta de fraldas descartáveis na unidade e que as modificações implementadas pretendem preservar a segurança e a higiene dos pacientes.
Com informações de Folha JF.


