Novos casos de sarampo em SP alertam para vacinação urgente

O recente aumento de casos de sarampo no Brasil acendeu um sinal de alerta nas autoridades de saúde, que temem surtos semelhantes a outros mercados internacionais. Apesar de o Brasil ter recuperado, em 2024, a certificação de país livre do sarampo, especialistas afirmam que a manutenção desse status depende da elevada cobertura vacinal da população.
Durante o programa Tribuna no Ar, o infectologista Dr. Marcos Moura enfatizou que a diminuição nas taxas de vacinação nos últimos anos gerou um contexto mais propenso à disseminação do vírus. Ele aponta que a desinformação e o crescimento do movimento antivacina têm contribuído significativamente para a redução da proteção de grupo, aumentando, assim, o risco de novos surtos da doença.
Importância da vacinação e prevenção da doença
O sarampo é considerado uma das doenças infecciosas mais contagiosas, transmitido pelo ar através de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Ambientes com alta circulação de pessoas, como escolas, creches e transportes públicos, são os mais suscetíveis à disseminação da infecção. Outro ponto alarmante é o período de incubação do sarampo, onde um indivíduo pode transportar o vírus entre cidades ou estados sem apresentar sintomas iniciais.
Os sintomas geralmente surgem após o período de incubação e incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos pelas características manchas vermelhas que se espalham pelo corpo. Apesar de algumas pessoas experimentarem sintomas leves, a doença pode resultar em complicações graves, especialmente entre crianças, idosos e cidadãos com imunidade comprometida.
Pneumonia e outras complicações podem provocar internações e sequelas permanentes, destacando a necessidade insistente de medidas preventivas. A vacinação permanece a abordagem mais eficaz para barrar a propagação do vírus, com a vacina Tríplice Viral disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além de proteger o vacinado, esta vacina ajuda a formar uma barreira contra a transmissão, mantendo, assim, a segurança da comunidade.
O Dr. Moura também salientou a importância de que grupos de risco, como os imunossuprimidos, recebam acompanhamento específico. Em Juiz de Fora, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) realiza avaliação e orientações para aqueles que necessitam de cuidados diferenciados. Ele recomenda que todos verifiquem suas vacinas em uma unidade básica de saúde, não apenas para o sarampo, mas também para outras doenças preveníveis por vacina. A recusa pessoal em vacinar pode comprometer a proteção coletiva, possibilitando o retorno de doenças previamente controladas.
Com informações de Tribuna de Minas.


