Zona da Mata

Baby Mancini: A icônica Miss Brasil Gay que tudo conhece

Com 74 anos, Baby Mancini é uma figura emblemática no cenário do Miss Brasil Gay, sendo reconhecida como a mais antiga Miss viva do concurso. Em meio a uma agenda cheia, ela se revela enérgica e organizada, gerenciando seu salão de beleza e se preparando para novas viagens e eventos. Recentemente, ela passou 52 dias na Europa aproveitando festejos e momentos de lazer, e já tem planos de viajar para Salvador em outubro, além de se preparar para a edição de 2026 do concurso.

Baby conquistou o título de Miss Brasil Gay em 1979, sob o nome de Thaís Lombardi. Ela conta que, nas primeiras edições do concurso, competia como um homem que se transformava em mulher com maquiagem e trajes elaborados. Em suas memórias, ela recorda as primeiras tentativas de se produzir, em momentos de descontração com amigos, e destaca como foi importante para sua trajetória nessa nova identidade. “Fui me transformando aos poucos, e quando percebi, já era”, revela.

Despertar da Identidade e Mudanças no Concurso

Em uma forte reflexão sobre sua trajetória, Baby compartilha que o Miss Brasil Gay não aceita mais mulheres trans, pois o foco é manter a valorização do transformismo. Ela acredita que sua identidade feminina sempre esteve presente em sua vida, desde a infância no Bairro Manoel Honório, e que o movimento de drag queens e transformistas foi um espaço importante para a expressão de sua verdadeira essência.

Baby ainda se recorda do impacto da época da ditadura militar, quando o concurso coexistiu com a realidade social brasileira. Ela tinha boas relações com clientes influentes e destacadas na sociedade, incluindo esposas de militares. Essa interação ampla a ajudou a solidificar sua imagem e seu sucesso à frente do seu salão de beleza, onde começou sua carreira profissional.

Atualmente, Baby mantém um laço forte com suas clientes, muitas das quais se tornaram amigas ao longo dos anos. Há 40 anos, elas contam a história de suas vidas e compartilham segredos dentro do salão. Com a relação afetiva estabelecida, muitos de seus clientes a chamam carinhosamente de Babi. Ela adapta seu tempo entre atender clientes e suas novas experiências de vida, incluindo hobbies como leitura e culinária.

Após uma grave pneumonia em 2025, que a deixou 33 dias hospitalizada, Baby decidiu que queria aproveitar a vida ao máximo. “Vou vender minha casa para viver um pouco melhor, enquanto tenho vigor”, promete. Assim, ela se mantém ativa, viajando e continuando a brilhar nos eventos que frequenta.


Com informações de Tribuna de Minas.

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