Ex-gerente da Caixa condenada a 5 anos por fraudes em empréstimos

Bianca Lima Vital Caetano, ex-gerente da Caixa Econômica Federal, foi condenada a mais de cinco anos de prisão devido a um esquema fraudulento de empréstimos realizados sem a autorização dos clientes. A sentença de 5 anos e 5 meses foi definida pela 2ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), que considerou a atuação da ré, que falsificava assinaturas para obter créditos em nome dos correntistas.
Segundo informações da Justiça, Bianca ocupava o cargo de gerente-geral substituta da agência de Carandaí e, entre 2014 e 2015, teria falsificado documentos e movimentado recursos financeiros, direcionando-os para contas de familiares e de terceiros. A condenação inclui também uma multa de 87 dias e a obrigação de devolver R$ 480.055,85 à Caixa pelos danos causados.
Esquema de empréstimos
No decorrer do processo, os investigadores analisaram quatro contratos que somavam um total de R$ 103.531,17, referentes a empréstimos de valores variados. A Justiça apontou que Bianca utilizava recursos próprios ou de outra conta para cobrir os pagamentos das prestações, com o objetivo de impedir que as vítimas detectassem a fraude.
O engano só foi percebido quando um cliente se aproximou da gerência após notar descontos que não reconhecia. Mesmo com a devolução parcial dos valores, muitos clientes não tinham ideia de que estavam sendo prejudicados, apresentando relatos apenas quando buscaram suporte de outros funcionários.
Além dos empréstimos, a condenação se baseou em evidências que mostraram que Bianca era capaz de apropriar-se indevidamente de quantias de clientes, como no caso de R$ 11 mil retirados da conta de outra vítima. Bianca alegou que essa quantia foi emprestada, mas os documentos apresentados não convenceram a Justiça.
A ex-gerente também foi envolvida em uma compra de carro, onde o financiamento foi manipulado para cobrir uma aquisição feita em nome de sua mãe. A defesa alegou que Bianca poderia ter cometido erros operacionais, mas a Justiça concluiu que todos os atos realizados foram deliberados e cuidadosamente planejados para ocultar as fraudes.
Com informações de Folha JF.


