Zona da Mata

Morre Glória Menezes, ícone da teledramaturgia brasileira

Glória Menezes, uma das figuras mais emblemáticas da televisão brasileira, faleceu aos 91 anos nesta terça-feira (18) no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família, que optou por manter a causa da morte em sigilo. O comunicado expressou a dor da perda, agradecendo o carinho e o respeito que todos têm demonstrado neste momento difícil.

A artista foi pioneira na teledramaturgia nacional, fazendo história ao atuar na primeira novela diária do Brasil, “2-5499 Ocupado”, ao lado de Tarcísio Meira, com quem casou-se mais tarde. Ao longo de sua trajetória, Glória se destacou em papéis memoráveis, como a vilã Laurinha Figueroa na aclamada novela “Rainha da Sucata”.

Vida e Carreira de Glória Menezes

Nascida em 1934, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Glória Menezes mudou-se para São Paulo na infância e, posteriormente, se dedicou ao estudo da arte dramática na USP. Em 1959, estreou nos palcos e foi premiada como atriz revelação em festival de teatro. No mesmo ano, começou sua carreira na televisão ao atuar em “Um Lugar ao Sol”.

Um dos destaques de sua carreira no cinema foi no longa “O Pagador de Promessas”, que chamou a atenção internacional ao ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, um feito inédito para um filme brasileiro e sul-americano. Na teledramaturgia, Glória não apenas conquistou os fãs, mas também foi uma força essencial em diversas produções, incluindo “Sangue e Areia” e “Rosa Rebelde”.

Nos anos seguintes, Glória participou de várias novelas de grande sucesso, mostrando sua versatilidade ao interpretar diferentes personagens. Na década de 1990, assumiu um dos papéis mais lembrados: a vilã Laurinha Figueroa, em uma trama que ficou marcada pela sua forte narrativa, culminando em uma cena, onde seu personagem comete suicídio. Essa representação consolidou sua importância na história das novelas brasileiras.

Além de seu legado na televisão, vale destacar sua carreira no teatro, com performances notáveis em produções como “Navalha na Carne”. Assim, Glória Menezes deixa uma contribuição imensurável à cultura brasileira, tendo se tornado um ícone respeitado e amado tanto por colegas quanto pelo público.

Grande parte de sua trajetória foi acompanhada pelo amor de Tarcísio Meira, seu companheiro de vida e de profissão. O luto provocado por sua morte certamente ecoará entre fãs e admiradores da arte brasileira.


Com informações de Tribuna de Minas.

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