Embrapa apresenta diretrizes de agricultura sustentável para eleições

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) divulgou, nesta semana, um conjunto de recomendações voltadas para a agricultura sustentável, direcionadas a candidatos que concorrem a cargos legislativos e executivos nas próximas eleições de outubro. A publicação, fundamentada em dados científicos, defende a necessidade de crescimento e estabilidade nos investimentos em ciência, tecnologia e inovação, além da inclusão socioprodutiva.
Diretrizes Estratégicas e Impacto Econômico
O documento, intitulado “Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, pode ser acessado no site da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Especialistas da instituição destacam que a agricultura brasileira desempenha um papel crucial para o país, influenciando positivamente a economia, a segurança alimentar e a adaptação às mudanças climáticas.
De acordo com a Embrapa, o setor agropecuário brasileiro teve um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,2 trilhões em 2025, representando 25% do PIB nacional. Em 2022, as atividades agropecuárias empregaram 28,4 milhões de pessoas e movimentaram exportações de US$ 169,2 bilhões, equivalendo a 48,5% do total das exportações brasileiras.
A Embrapa também atua no melhoramento genético de sementes, aumentando sua resistência a condições climáticas adversas, como seca e calor. Os investimentos na instituição geram um retorno social significativo, de R$ 27,12 para cada real aplicado.
A publicação propõe seis temas estratégicos que incluem segurança alimentar, agricultura sustentável, bioeconomia e digitalização do meio rural. Para a Embrapa, é crucial diminuir a dependência de insumos importados e aumentar a resiliência do setor frente a crises climáticas e sanitárias, o que reforçaria a posição do Brasil como referência em produção sustentável e de baixo carbono.
Por fim, a Embrapa alerta que a inação em relação às mudanças climáticas poderá resultar em um custo de R$ 17,1 trilhões para a economia até 2050. Para garantir uma economia de baixo carbono, o fortalecimento de segmentos como bioenergia e biocombustíveis é fundamental. Uma sociedade rural conectada digitalmente é vital para a modernização do setor, sendo a convivência com inovações como inteligência artificial e agricultura de precisão um caminho essencial para o futuro do agronegócio no Brasil.
Com informações de Agência Brasil.


