Juiz de Fora

Cinco membros do Comando Vermelho recebem mais de 232 anos de prisão

Cinco pessoas ligadas ao Comando Vermelho foram severamente punidas pela Justiça, após serem condenadas por suas atividades criminosas no município de Tocantins, localizado na Zona da Mata de Minas Gerais. As penas, que somadas ultrapassam 232 anos, foram decididas em um julgamento realizado na última quarta-feira (2).

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a investigação revelou uma organização criminosa bem estruturada, com hierarquia e divisão de funções, oferecendo suporte principalmente ao tráfico de drogas e exercendo controle por meio da violência. O grupo estava em estreito contato com líderes do Comando Vermelho, que estão detidos no Rio de Janeiro, seguindo suas diretrizes.

Penas variam de 31 a 57 anos para os condenados

Os crimes pelos quais os réus foram condenados incluem organização criminosa armada e tráfico de drogas, além de uso de imóveis para a prática desses crimes. As penas variaram de 31 anos e seis meses a 57 anos, quatro meses e 18 dias. A soma das condenações resultou em 231 anos, 10 meses e 13 dias de reclusão, uma discrepância que foi observada, já que o MPMG alegou que as penas superavam 232 anos.

A investigação que levou a essas condenações começou com um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para entender melhor os grupos que lutavam pelo domínio do tráfico na região de Tocantins. Durante a apuração, as autoridades utilizaram monitoramentos, relatórios de inteligência, além de apreensões de drogas e munições que evidenciaram a organização criminosa.

O juiz responsável pelo caso enfatizou na sentença que a atuação desses criminosos gerou um clima de medo intenso entre os moradores de Tocantins, em um período marcado por violência e disputas territoriais acirradas. No que se refere à situação dos condenados, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de quatro deles, enquanto a quinta pessoa continua sob prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

O promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho destacou que a colaboração entre as instituições no combate às facções na Zona da Mata é crucial para a segurança pública em Minas Gerais. Embora a sentença tenha sido dada em primeira instância, ainda é possível interpor recursos contra a decisão.


Com informações de Folha JF.

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