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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Impacto da crise no STF nas redes sociais é limitado

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) gerou movimentação nas redes sociais, mas teve impacto reduzido nas decisões de voto dos eleitores, segundo um estudo da Palver, especializada em análise digital. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (16), revelou que apenas entre 1% e 6% das mensagens sobre a crise mencionam a votação ou a disputa presidencial, dependendo da plataforma utilizada.

O monitoramento abrangeu redes sociais como Instagram, X (Twitter), Facebook, TikTok e YouTube, além de aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram, entre os dias 8 e 16 de setembro. Os dados mostram que, mesmo com a ampla discussão sobre a crise, a relação com as decisões eleitorais é fraca, com a maioria das interações confirmando posições já estabelecidas pelos eleitores.

Confirmação de posições e pouco efeito nas eleições

A pesquisa da Palver indicou que entre 37% e 75% dos usuários que mencionam o voto em suas conversas sobre a crise afirmam que já decidiram seu candidato. Apenas de 8% a 19% dos participantes disseram estar reavaliando suas escolhas. “A crise ocupa espaço amplo na conversa, mas se conecta pouco à decisão eleitoral”, avaliou a Palver, corroborando com pesquisas que mostram que a maioria dos brasileiros acredita que a crise no STF não influencia seu voto.

Uma pesquisa da Quaest, divulgada recentemente, revelou que 67% dos brasileiros afirmam que a crise no STF não afeta sua decisão para presidente, com 22% dizendo que a turbulência institucional reforça sua escolha atual, e 7% considerando trocar de candidato. A próxima rodada de pesquisas deve refletir a percepção dos eleitores após a sessão do plenário do STF que discutiu a abertura de um inquérito sobre o ministro Alexandre de Moraes.

A análise também destacou a intensa circulação de informações nas redes sociais durante a sessão do STF, com o ministro Alexandre de Moraes sendo o mais criticado, recebendo de 62% a 68% das menções que atribuem a responsabilidade pela crise a ele. O ministro André Mendonça aparece em segundo lugar, com 31% a 42% das citações.

Além disso, o relatório da Palver constatou que o desgaste não se concentra em um único indivíduo, mas recai sobre o tribunal como um todo. As críticas à instituição STF superam as direcionadas a ministros individualmente, exceto a Moraes. O estudo ainda notou mudanças nas percepções após o início do julgamento, com um aumento nas defesas de Moraes e um crescimento do desgaste a Mendonça.

O levantamento também associou o debate sobre o caso do Banco Master a ambos os campos políticos, com os desgastes recaindo sobre a família Bolsonaro e o STF, enquanto Lula e o PT aparecem em uma posição inferior. Isso se deve à ligação do caso com o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro e a associação de Moraes com o governo atual.


Com informações de Tribuna de Minas.

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