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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Obras de drenagem começam no Bairro Industrial em Juiz de Fora

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

As obras de drenagem e esgotamento sanitário no Bairro Industrial, em Juiz de Fora, iniciaram uma nova fase de intervenções estruturais na última quarta-feira (16). A iniciativa, que já estava em planejamento há quase três anos e foi aprovada pelo Novo PAC, busca mitigar os problemas de alagamento que afetam a região, especialmente após as intensas chuvas de fevereiro que causaram grandes prejuízos.

O projeto, que foi anunciado em novembro de 2023 e recebeu recursos federais em 2024, incluiu desde o primeiro semestre deste ano atividades preparatórias, como limpeza do Córrego Humaitá e vistorias em imóveis locais. A nova etapa de obras é vista como essencial para resolver questões históricas de drenagem na área.

Intervenções e mobilidade no trânsito

Com o início das obras, a margem direita da Avenida Lúcio Bittencourt, no sentido Bairro Industrial–Rio Paraibuna, foi interditada para veículos entre as ruas Euchério Rodrigues e Avelino Milagres. Apenas pedestres poderão transitar pelo local. A Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) está atenta às mudanças no trânsito e recomenda que motoristas e moradores fiquem informados sobre as alterações.

O primeiro ciclo de intervenções, que levará aproximadamente seis meses, inclui a remoção do asfalto e de muretas ao longo do Córrego Humaitá para acesso à estrutura interna do canal. Além disso, a construção de uma nova mureta de contenção está prevista, pois a falta de proteção em determinados trechos tem gerado preocupação entre os moradores.

A remodelação do sistema de drenagem de águas pluviais também é uma prioridade, com o objetivo de redirecionar a água para um reservatório temporário, visando reduzir os alagamentos na área. Leonardo Leon, subsecretário de Gestão de Obras Públicas, destacou a importância dessa intervenção para evitar o transbordamento do córrego.

Moradores, que esperam há décadas pela realização dessas obras, expressaram sua expectativa de que os alagamentos deixem de ser uma constante em suas vidas. Ivair Rezende, de 70 anos, e Luis Fernando Bastos, de 58, relataram que as chuvas de fevereiro causaram estragos sem precedentes, com a água alcançando quase dois metros em algumas casas. Eles ressaltaram que a atual fase de obras traz esperança de um futuro mais seguro durante as chuvas.

Além dos danos materiais, os moradores destacaram a solidariedade da comunidade após a enchente, mas enfatizaram que a necessidade de melhorias na infraestrutura sempre foi uma demanda antiga da população. Maria Albina de Souza, de 81 anos, também compartilhou sua expectativa de que as intervenções tragam mudanças duradouras para a segurança do bairro.


Com informações de Tribuna de Minas.

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