Desafios na Saúde: Novo HPS e Pronto-Socorro em Juiz de Fora
A área da Saúde em Juiz de Fora enfrenta grandes desafios que precisam ser abordados pelo próximo Governo de Minas. Entre as principais demandas estão o fortalecimento da rede regional de saúde, a ampliação do número de leitos e equipamentos, e a garantia do funcionamento adequado da regulação.
Dois projetos em destaque são a adaptação do antigo Hospital Regional para a criação do novo Hospital de Pronto Socorro (HPS) e a reabertura do pronto-socorro do Hospital Regional Doutor João Penido. O novo HPS necessita que o futuro governador mantenha o repasse de recursos estaduais destinados à obra, que já está sob supervisão judicial. Juiz de Fora, como um importante polo regional, atende cerca de 94 municípios e cerca de dois milhões de habitantes.
Expectativas e Desafios no Sistema de Saúde
A reabertura do pronto-socorro do João Penido é uma promessa do atual Governo, visando restabelecer a unidade como um ponto de atendimento de urgência e emergência na região Nordeste da cidade. A cidade é fundamental para o atendimento de casos de média e alta complexidade, sendo crucial a parceria com o Estado para garantir o financiamento e a organização da rede de saúde.
Recentemente, a Prefeitura de Juiz de Fora entrou com uma Ação Civil Pública contra o Estado, visando assegurar a continuidade do atendimento em saúde após a mudança do sistema SUSFácil para a plataforma CORE/MG. A ação surgiu após a morte de uma paciente que teve dificuldades em encontrar uma vaga em UTI, levantando preocupações sobre a eficácia do novo sistema de regulação.
Em relação ao financiamento, o Governo de Minas deve destinar, pelo menos, 12% de sua receita líquida de impostos para a saúde pública, com repasses significativos ao Fundo Municipal de Saúde nos últimos anos. No entanto, a Prefeitura aponta que os valores recebidos não têm acompanhado as necessidades da área.
Outro problema enfrentado é a falta de vigilância no prédio que abrigará o novo HPS, após o Estado romper o contrato com a empresa de segurança. Isso resultou em relatos de usuários de drogas e moradores de rua frequentando o local, aumentando o risco de depredação e acidentes. A Prefeitura está implementando um sistema de vigilância eletrônica e realizando rondas na área, mas a situação ainda é preocupante.
A construção do novo HPS enfrenta atrasos, e a Justiça já anulou uma licitação por falta de estudos adequados. Recentemente, a prefeita Margarida Salomão anunciou a assinatura de um termo aditivo com o Estado e a publicação de um novo edital para retomar as obras, que estão paralisadas desde 2017. A expectativa é que a nova estrutura não apenas melhore o atendimento, mas também apresente uma solução eficaz para os problemas enfrentados na saúde local.
Com informações de Tribuna de Minas.