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Domingo, 20 de setembro de 2026

Desafios da Economia Criativa em Juiz de Fora

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Juiz de Fora está em processo de transformação em uma cidade voltada para a economia criativa, evidenciado pela recente inauguração do Polo Audiovisual JF Cine. Contudo, uma pesquisa realizada pela Funalfa revela que apenas 22,8% dos trabalhadores da cultura na cidade dependem exclusivamente das atividades artísticas para sua renda.

Segundo o Cadastro Municipal de Agentes Culturais (CadCultural), que abrange 2.261 profissionais da área, mais da metade (50,5%) possui outras fontes de renda, enquanto 21,4% não geram qualquer receita com suas atividades culturais. Os que conseguem algum faturamento dependem principalmente de bilheteiras, venda de ingressos e aulas.

Desafios e Oportunidades

Para que a economia criativa possa realmente prosperar em Juiz de Fora, é necessário enfrentar diversos desafios, conforme apontam profissionais da área. A escritora e gestora Carol Canêdo destaca a dificuldade de se enxergar a arte como um trabalho, o que impacta diretamente na renda dos artistas locais. Ela observa que a população ainda reluta em pagar por ingressos ou produtos culturais, especialmente os que são criados localmente.

Outro ponto crítico levantado pelos artistas é a escassez de espaços adequados para apresentações. Bruno Quiossa, ator e professor, menciona que os altos custos de aluguel e a falta de infraestrutura adequada dificultam a realização de temporadas de espetáculos, limitando as oportunidades de apresentação dos trabalhos locais. Segundo ele, a situação se agravou após a pandemia, com o fechamento de espaços culturais.

A falta de previsibilidade nos editais de cultura também é uma preocupação expressa pelos trabalhadores. Bruna Schelb, diretora da produtora Filmes do Mato, critica a inatividade prolongada dos editais e a ausência de um calendário claro para lançamento de recursos. Para ela, é fundamental que os valores destinados aos projetos sejam atualizados para atender às demandas do setor.

Além disso, a cineasta Bruna e o colega Luis Bocchino ressaltam que o audiovisual, um dos segmentos mais lucrativos da cultura, enfrenta dificuldades relacionadas à baixa quantidade de produções locais e à falta de orçamentos adequados. Isso força muitos profissionais a buscarem trabalho fora da cidade para garantir sua subsistência.

A situação dos trabalhadores da cultura em Juiz de Fora revela a necessidade de um ambiente mais favorável para a produção artística, com mais apoio público e privado, além de um público mais engajado. Somente assim será possível transformar a cidade em um verdadeiro polo da economia criativa.


Com informações de Tribuna de Minas.

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