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Domingo, 20 de setembro de 2026

Trabalho para pessoas com deficiência no Brasil é alarmante

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

Em 2022, menos de um terço das pessoas com deficiência no Brasil estava inserido no mercado de trabalho, conforme revelou um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta sexta-feira (18), mostram que apenas 29% desse grupo estava empregado, em contraste com 55,8% das pessoas sem deficiência, resultando em uma diferença de 26,8 pontos percentuais entre os dois grupos.

A pesquisa intitulada “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil” ainda aponta que a participação no mercado de trabalho diminui conforme a intensidade da limitação. Entre indivíduos com deficiência profunda, a taxa de ocupação era de 21,2%, enquanto para aqueles com deficiência severa, o percentual subia para 30,5%. As limitações associadas às funções mentais resultaram no menor nível de ocupação, com apenas 12,9% empregados, enquanto a maior taxa foi observada entre aqueles com dificuldades visuais, com 35,9% trabalhando.

Desigualdade de Gênero e Raça

As disparidades também são significativas quando analisadas por gênero. Apenas 24,4% das mulheres com deficiência estavam no mercado de trabalho, em comparação aos 35,4% dos homens com deficiência. Essa diferença se acentua em relação às mulheres sem deficiência, onde 47% estavam empregadas. O estudo também examinou a situação de mulheres que vivem em lares com crianças com deficiência, revelando um nível de ocupação de 43,1%, inferior aos 55,2% das que residem em domicílios com crianças sem deficiência.

Quando se considera a cor da pele, 25,6% das mulheres pretas ou pardas com deficiência estavam empregadas, em comparação a 22,7% das mulheres brancas. Entre os homens, 36% dos pretos ou pardos estavam no mercado de trabalho, em comparação a 34,6% dos brancos.

Além disso, a pesquisa destacou que os trabalhadores com deficiência recebem salários inferiores. Em 2022, a renda média mensal desses trabalhadores era de R$ 2.053, o que representa aproximadamente 71% do rendimento de R$ 2.890 dos trabalhadores sem deficiência. Considerando a renda total dos lares, as famílias que têm pelo menos uma pessoa com deficiência apresentaram uma média de R$ 3.626, o que é 76,4% da renda média das famílias sem pessoas com deficiência, que era de R$ 4.748.

O IBGE também revelou que, em 2022, o Brasil contabilizava 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 7,3% da população com 2 anos ou mais. Entre essas, a dificuldade para enxergar foi a mais comum, afetando 7,9 milhões de indivíduos, seguida por dificuldades para caminhar, que atingiram 5,2 milhões.


Com informações de Tribuna de Minas.

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