Eleições 2026: Cuidado com a desinformação nas redes sociais
Com a proximidade das eleições, a desinformação nas redes sociais se torna um tema preocupante. Informações podem se espalhar rapidamente, muitas vezes sem que sua veracidade seja confirmada. A velocidade com que conteúdos são compartilhados nas plataformas digitais facilita a propagação de notícias falsas, impactando a percepção dos eleitores sobre os candidatos e suas propostas.
A jornalista Iluska Coutinho, da UFJF, destaca que o jornalismo profissional se baseia na apuração e verificação dos fatos, um processo que não acompanha a rapidez das redes sociais. Em períodos eleitorais, essa diferença de ritmo pode ser ainda mais perigosa, levando os eleitores a reagirem imediatamente a informações sem questionar sua origem.
Importância da checagem de informações
Iluska sugere que, antes de compartilhar qualquer conteúdo, os usuários devem se perguntar sobre a origem da informação e se ela realmente é confiável. O professor Vinícius Borges, da PUC Minas, acrescenta que mensagens alarmistas devem ser vistas com cautela. Para auxiliar na verificação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou a plataforma Fato ou Boato, que reúne checagens e orientações para identificar informações falsas.
Além disso, a plataforma não é um canal para denúncias, mas o aplicativo Pardal permite que os cidadãos reportem propaganda irregular. Para desinformações que possam comprometer a integridade das eleições, existe o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), que monitora informações enganosas sobre o processo eleitoral.
Os especialistas ressaltam que a desinformação não é apenas sobre mentiras, mas também sobre a apresentação seletiva de informações. Propagandas eleitorais, por exemplo, podem ser verdadeiras, mas são elaboradas com o intuito de engajar e convencer, podendo omitir dados relevantes sobre adversários.
Outro aspecto alarmante é o uso crescente de inteligência artificial para criar conteúdos manipulados, como deepfakes. Isso torna mais difícil distinguir entre o que é real e o que é fabricado, aumentando o desafio de combater a desinformação durante a campanha eleitoral.
Com informações de Tribuna de Minas.