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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Motorista será julgada por acidente que matou criança em Juiz de Fora

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Juiz de Fora - MG
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A motorista envolvida em um trágico acidente na Serra do Bandeirantes, que resultou na morte de Ângelo Gabriel Rodrigues de Mendonça, de apenas 2 anos, será levada a júri popular. Além da morte da criança, ela enfrentará cinco acusações de tentativa de homicídio, decorrentes do incidente ocorrido em 2024 em Juiz de Fora.

O acidente aconteceu na noite de 10 de outubro de 2024, quando o veículo da ré invadiu a contramão e colidiu frontalmente com um carro de transporte por aplicativo, que levava a família da vítima. As irmãs de Ângelo, de 6 e 9 anos, também ficaram feridas, sendo que a mais velha apresenta estado grave. A decisão sobre o júri foi proferida na última sexta-feira (25) pela juíza Joyce Souza de Paula, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Juiz de Fora, mas ainda não há data definida para o julgamento.

Acidente e Acusações

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou a motorista por homicídio qualificado e tentativas de homicídio, alegando que ela estava sob influência de álcool e dirigia em alta velocidade, assumindo o risco de causar a morte dos ocupantes do outro veículo. O MPMG destacou a gravidade da situação, especialmente em relação à idade das crianças envolvidas.

A juíza reconheceu a existência de provas suficientes para vincular a acusada aos crimes, decidindo que o caso deve ser analisado pelo Tribunal do Júri. A decisão também manteve a qualificadora de perigo comum, considerando que a forma de condução da ré expôs outras pessoas a risco. Além disso, a qualificadora para vítimas menores de 14 anos foi mantida para os casos que envolvem as crianças atingidas.

O processo já passou por três audiências, sendo que a primeira ocorreu em junho de 2025, onde foram ouvidas várias testemunhas, incluindo os pais das crianças e o motorista do aplicativo. Em uma das audiências, a defesa contestou a inversão da prova, e em outra, houve ausências de peritos, o que levou à concessão de prazo para justificativas. No entanto, a acusada optou por permanecer em silêncio durante seu interrogatório.

Relembrando o acidente, Ângelo Gabriel não resistiu aos ferimentos e teve a morte cerebral confirmada três dias após a colisão, que deixou um total de sete feridos na Rua Paracatu. A defesa da motorista, representada pelos advogados Camila Vieira Viana Barbosa e Thiago Coimbra de Sá, afirmou que estão analisando a decisão da Justiça com cautela e que a pronúncia não implica em condenação, mas sim em um juízo de admissibilidade da acusação.


Com informações de Tribuna de Minas.

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